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gameLib » Fóruns » Sony » Retrospectiva do game Metal Gear Solid conheça a história da era que está acabando.

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Tópico: enviado por ghost3, 2 meses atrás com 1 reposta(s) e 429 visitas.

Retrospectiva do game Metal Gear Solid conheça a história da era que está acabando.
Lá na década de oitenta, quando os mais potentes videogames ainda eram movidos à ficha e o NES dava um show de jogabilidade com apenas um direcional e dois botões, os heróis ganhavam suas vidas de uma forma relativamente simples: era andar e atirar - no máximo dar uma espadada ou soltar uma magia. Mas a Konami, uma das veteranas do mercado, logo mudaria esse paradigma para sempre. Uma transformação que veio na forma do produtor Hideo Kojima. "Pequena Ilha", sobrenome peculiar para alguém nascido no Japão. Mas felizmente, de pequenas as ambições e inspirações dele não tinham nada.

Imagine qual foi a surpresa quando, em pleno fervor de Marios e Mega Men, surgiu um jogo no qual o objetivo não era atirar matar os inimigos: para sobreviver, você deveria evitá-los. Usar caixas e caminhões como local de refúgio. Usar as sombras como amigas e desferir golpes mortais em oponentes desprevenidos - mas sem fazer barulho, ou os outros guardas o perceberiam, e aí nem toda a sorte do mundo adiantaria. Tudo isso regado com uma história cheia de reviravoltas absurdas e personagens saídos direto dos mais famosos filmes de ação de Hollywood. Nascia aí, no nem tão popular MSX, Metal Gear. A lenda de Solid Snake.


Hideo Kojima



A chegada sorrateira do agente secreto da FOXHOUND no mundo dos games criou uma legião de fãs, estarrecidos e maravilhados, e outra de clones - alguns certamente mais competentes que os outros. Gostando ou não, é impossível negar a importância que essa série tem até hoje, seja em termos de jogabilidade ou narrativa. E é ela que, com a chegada do último capítulo da história de Snake ao PlayStation 3, nós vamos relembrar agora. Prepare-se, cadete: agora você saberá tudo sobre o maior soldado que já existiu.

No ano de 1995, um "mercenário lendário" reúne milhares de outros guerreiros sem pátria espalhados pelo mundo e funda o estado fortificado conhecido como Outer Heaven. Com poderio militar que rivaliza exércitos das maiores nações, esse paraíso bélico começa a assustar as potências mundiais, e surgem rumores de que algo muito perigoso está por vir. Para invadir o lugar e descobrir o que está acontecendo, o governo dos Estados Unidos recorre à sua divisão militar de elite e lar de alguns dos maiores espiões e soldados vivos: a FOXHOUND. Tendo seu o seu mais experiente agente, Gray Fox, desaparecido nessa perigosa missão, o líder Big Boss não tem outra escolha senão designar o novato do esquadrão. Um recruta cujo codinome era Solid Snake.

Assim começa a história do primeiro Metal Gear, jogo que em 1987 quebrou regras e inovou o mundo dos videogames de uma maneira inimaginável - cuja importância rivaliza o surgimento de games como Super Mario Bros. Snake não era um herói comum em uma aventura comum: munido apenas de um rádio, seus punhos e nervos de aço, ele era deixado sozinho no meio da selva, e precisava passar por guardas e cachorros treinados para alcançar o coração de Outer Heaven.


Metal Gear



"Sem problemas: vamos distribuir socos e atirar em todos!" diria um jogador na época, acostumado com as façanhas de Bill e Rizor em Contra. Mas o primeiro encontro com um oponente já guardava surpresas. O simples fato de entrar no campo de visão de um deles já chama a sua atenção e resulta num confronto direto - mas pisar em uma armadilha ou ser avistado por uma câmera faz soar o alarme geral da base, e aí mais e mais soldados virão e atirarão até que você seja apenas mais uma dog tag abandonada no campo de batalha. Como evitar isso? Simples, use a inteligência: os inimigos não podem atacá-lo se não souberem onde você está...e é aí que reside a mágica de Metal Gear.

A criação de Hideo Kojima se destacou não por ser mais um jogo de guerra, mas sim uma aventura na qual ter bons instintos e cérebro valia mais do que uma boa mira. O bom uso da furtividade, dos locais para se esconder e dos ataques inesperados (derrubar um soldado antes que ele perceba que você está lá) garantia uma experiência totalmente diferente de qualquer coisa vista até então - pela primeira vez, a expressão "exército de um homem só" começou a fazer mais sentido em um videogame. Obviamente a tecnologia da época não permitia as extravagâncias de inteligência artificial que existem hoje - os inimigos, por exemplo, só enxergavam em uma linha estritamente reta e tinham uma memória curta da sua presença - mas mesmo assim era uma sensação totalmente nova.

Foi no primeiro Metal Gear também que começaram as peculiares batalhas com chefes de fase, herdadas até os episódios mais recentes da série. E aqui eles íam desde maníacos com bumerangues até guerreiros equipados com metralhadoras e lança-chamas...além do encontro com o próprio Metal Gear, o tanque-robô gigante com sua couraça impenetrável a quase qualquer arma de fogo.

Mas não só na jogabilidade o jogo se excedeu - na trama também Kojima mostrou que sabia o que estava fazendo. Durante o jogo todo, Snake é guiado por Big Boss, seu mentor e chefe da FOXHOUND. Durante todo o jogo, ele dá dicas úteis com relação aos inimigos, ao ambiente e às armas, até que algo começa a parecer estranho. Informações erradas, indicações que levam a armadilhas...mentira atrás de mentira, e o Chefe se portando como se nada tivesse acontecido. Até que em certo momento, na frente de duas portas, ele manda que você entre em uma delas, alegando que a outra esconde uma emboscada. Aqui você tem uma escolha, e se pegar a porta "errada"...o caminho estará livre.

O "mercenário lendário", fundador de Outer Heaven e conspirador por toda a trama do jogo era ninguém menos que o próprio Big Boss - que apostava na morte rápida do verde Solid Snake. Depois de uma luta mano-a-mano enfurecida e uma fuga contra o tempo antes que a fortaleza final exploda, o guerreiro sai com vida e se torna uma lenda. Da escuridão, o traidor dos Estados Unidos promete voltar para atormentar o herói. E para nossa sorte, ele cumpre a promessa.

Não demorou muito para que a primeira operação do agente da FOXHOUND tomasse de assalto os corações dos japoneses - e três anos depois do lançamento original, chegava aos MSX japoneses a verdadeira seqüência do primeiro Metal Gear: Solid Snake.

Depois dos eventos do primeiro jogo, o herói abandona seu posto como agente da força de elite do governo americano e decide se aposentar precocemente. Mas o sossego não dura muito: o cientista tcheco Kio Marv é seqüestrado por forças terroristas para entregar a eles sua maior criação, o OILIX, substância concebida para ser a fonte de energia definitiva no novo mundo pós-Guerra Fria. Receoso do que poderia acontecer se os malfeitores conseguissem a fórmula, os Estados Unidos ordenam que Roy Campbell, novo chefe de operações da FOXHOUND, traga Snake de volta para uma nova missão. Mais uma vez sozinho e desarmado, ele terá de invadir a "Terra de Zanzibar", lar dos criminosos, e trazer a paz ao mundo mais uma vez.


Metal Gear 2 Solid Snake



Solid Snake apostou em um plano de ação muito parecido com o do primeiro Metal Gear para alcançar novamente o sucesso. Mais uma vez o herói navega sozinho por uma variedade de cenários - incluindo até um pequeno deserto lotado de areia movediça - encontra armas enquanto avança, se comunica por rádio para conseguir dicas e enfrenta alguns dos chefes mais bizarros da história. Como o "Corredor", um vilão que...corre. Aqui também ficou aparente o gosto do criador da série pelos filmes clássicos de ação do cinema de Hollywood: o retrato de Snake exibido durante as conversas de rádio é baseado no ator Mel Gibson, enquanto Big Boss - que faz seu retorno triunfal - é idêntico a Sean Connery.

Mas as melhorias tecnologicas, aliadas às novas e malucas idéias de Kojima, fizeram com que o jogo brilhasse por si só. Os soldados, por exemplo, ganharam visão ampliada para os lados, passaram a andar em rotas de patrulha e ganharam a habilidade de olhar para os lados, tornando mais difícil a intrusão em determinados cenários. A complexidade dos quebra-cabeças também aumentou: em certa parte do jogo, Snake se depara com uma área repleta de ácido e deve encontrar uma maneira de passar. Um dos contatos de rádio diz que chocolate é um bom neutralizador para essa substância, e recomenda que o herói procure uma barra...no meio de um complexo militar. Felizmente, se o jogador olhar com cuidado, verá que uma das rações (normalmente utilizada para recuperar a vitalidade perdida) contém o doce - aí é só jogá-las no chão e seguir em frente.

A tendência da série a grandes reviravoltas na história também se manteve na seqüência. Avançando mais profundamente na Terra de Zanzibar, Snake descobre não só que Big Boss está vivo (e volta com tudo pilotando seu próprio Metal Gear), como um de seus mais fiéis comparsas é ninguém menos que Gray Fox - o veterano da FOXHOUND desaparecido nos eventos do primeiro jogo e que aparentemente era um dos maiores aliados do herói. Depois de derrotar o tanque ambulante e vencer Fox em um duelo de punhos em meio a um campo minado, o soldado lendário sobrevive mais uma vez.

Ao contrário do primeiro Metal Gear, Solid Snake nunca teve sua versão original lançada nos Estados Unidos. Depois de muitas tentativas feitas por fãs, a primeira tradução oficial do jogo para inglês veio só em 2005, na versão Subsistence de Metal Gear Solid 3. Nele era possível jogar uma versão otimizada do game, com gráficos ligeiramente melhores, retratos refeitos e dificuldade ajustável.

Depois do segundo jogo, a paz voltou ao mundo e Snake desapareceu sem deixar traços. Muitos indagaram, durante duas gerações inteiras, por onde andaria o mercenário mais famoso do mundo dos games. E a resposta veio apenas com a chegada do PlayStation.

Foi só depois que o PlayStation original chegou e conquistou o mercado que Solid Snake resolveu sair das sombras e partir para uma nova aventura. Desenvolvido originalmente para o 3DO e concebido como o "melhor jogo de PlayStation do mundo" pelo próprio Hideo Kojima, Metal Gear Solid desembarcou nas praias do Japão e dos Estados Unidos em 1998 não como um simples jogo de ação, mas sim de "Espionagem e Ação Tática".

Solid é a seqüência direta da aventura de Snake em Metal Gear 2. Anos depois da crise de Zanzibar, o agora veterano de combate e lenda conhecida nos quatro cantos do mundo é retirado novamente de suas férias pelo Coronel Campbell para enfrentar um novo desafio - dessa vez nas terras geladas do Alasca.

Sua missão era se infiltrar em uma base militar localizada na remota ilha de Shadow Moses e conter um ataque terrorista - orquestrado por ninguém menos que agentes da FOXHOUND. Ameaçando os Estados Unidos com bombas nucleares, eles ordenam a entrega de uma grande soma em dinheiro...e dos restos mortais de Big Boss, ex-mentor de Snake e cérebro por trás de Outer Heaven e da Terra de Zanzibar. Numa mistura de senso de dever em inquietação, principalmente ao descobrir que o líder dos terroristas tem uma semelhança assustadora consigo mesmo, o herói aceita a missão e mergulha nas águas geladas na América do Norte.


Metal Gear Solid



Kojima pretendia criar o melhor jogo do PSOne, e se não conseguiu certamente chegou perto com Metal Gear Solid. O clássico modelo de esconde-esconde das versões anteriores foi trazido de volta e ampliado a níveis inimagináveis, dando origem a algumas das batalhas e seqüências mais emocionante da história dos games. Todo o universo foi criado em 3D, e tanto Snake quanto seus oponentes ganharam novos truques. Andar na neve, por exemplo, deixava pegadas que poderiam ser seguidas pelos guardas até o seu esconderijo. As perseguições se tornaram mais agressivas, e os inimigos mais espertos. Em contrapartida, granadas especiais de luz ou de partículas metálicas poderiam ser usada para atordoar inimigos e despistar câmeras.

Solid também foi o ápice das idéias controversas de Kojima, unindo jogabilidade narrativa em uma coisa só. Um ótimo exemplo é a batalha contra Psycho Mantis, membro da FOXHOUND com poderes psíquicos e um dos chefes do jogo. Ao encontrá-lo, ele usa sua leitura de mentes para mergulhar dentro da alma de Snake...e antes que você perceba, está dizendo quais jogos você tem salvos no seu Memory Card e comentando o seu descuido por não ter salvado tanto quanto deveria. Mas essa não é a melhor parte: a certa altura do combate, Mantis usa sua mente ao extremo para afetar não o herói, mas o jogo em si. A tela escurece e nela surge apenas "HIDEO" em verde, como se a sua TV tivesse perdido o sinal do videogame. Como sair dessa encrenca? Coloque seu controle na entrada do segundo jogador e veja tudo voltar ao normal, regado a gritos de "Não consigo ler a sua mente!".

Os dois duelos de rifle de atirador de elite com Sniper Wolf, a batalha de mão nuas contra o ninja ciborgue, a tortura nas mãos de Ocelot, a cientista Naomi pedindo para que o jogador coloque o controle em seu braço para que a vibração alivie o cansaço...momentos únicos como esse permeiam cada minuto do jogo, e é difícil ficar muito tempo sem se sentir na pele do próprio Snake, com toda a sua tensão, até qualquer um dos dois finais possíveis.

Metal Gear Solid foi lançado diversas versões, sendo as principais dela a original para o PSOne e Twin Snakes, remake feito exclusivamente para o GameCube. Nela, além de gráficos refeitos, o jogo ganhou uma opção de visão em primeira pessoa, seqüências animadas regravadas e uma nova dublagem.

Seja qual for o destino do soldado, grandes surpresas o aguardam mesmo depois que os créditos terminam de descer - levantando questões e mistérios que só seriam continuados anos depois, com a chegada de um novo PlayStation.


Em 2001, a equipe de Hideo Kojima lançou Zone of the Enders, simulador de combates em robôs de altíssima qualidade para o PlayStation 2. Mas o principal motivo pelo qual as suas vendas subiram pelo telhado não foram os mísseis e canhões laser: mas sim um demo exclusivo de Metal Gear Solid 2.

Os primeiros minutos dentro do mundo de Sons of Liberty mostrava o soldado lendário Solid Snake, agora assistido por Otacon, combatendo terroristas russos a bordo de um cargueiro nas águas de Nova York. Na nova versão, que trazia a primeira verdadeira demonstração do poder do novo PlayStation, o herói além de se esconder e batalhar seus oponentes frente a frente podia também rendê-los e depois imobilizá-los com uma pistola de dardos tranqüilizantes.

Mas os camaradas armados até os dentes também não ficavam para trás: pela primeira vez na série, eles podiam trabalhar em equipe uma vez que o alarme tivesse sido soado, armando emboscadas e pedindo ajuda para quem estivesse em alas próximas. Marcas de sangue no chão e vítimas dos ataques de Snake passaram a servir como chamariz para os alertas, e cada vítima deveria ser cuidadosamente escondida para evitar maiores problemas. Inimigos mais espertos, melhores gráficos, mais armas, mais Metal Gear. Mais um episódio da série estava por vir, e os fãs tinham a certeza absoluta que aquela seria a experiência das suas vidas.

Qual não foi a surpresa quando o jogo finalmente chegou às lojas e, para a surpresa de todos, revelou que Snake não seria o protagonista de verdade. Depois de cerca de uma hora de jogo o foco passaria para Raiden, herói de traços quase femininos, voz fina, cabelos brancos e compridos e uma insegurança de atacar os nervos. O Coronel Campbell estava de volta como chefe de operações... mas para salvar o seu jogo você deveria passar por Rosemary. A noiva do herói. E nos diálogos românticos dos dois (que não são poucos), música de piano tocava ao fundo.


Metal Gear Solid 2



Um desfiladeiro de quilômetros de diâmetro separa as opiniões de quem jogou Sons of Liberty. Há os que reconhecem no jogo o ápice da genialidade de Hideo Kojima, um monumento aos videogames pós-modernos, uma inversão inédita dos papéis de jogador e personagem que se mistura entre design e jogabilidade. Existem dezenas de textos e análises que estudam os aspectos mais íntimos do jogo. Do outro lado, muitos (principalmente os fãs maisardorosos da série) acusam o criador de ter estragado o jogo ao trocar Snake por Raiden, colocado seqüências de diálogo longas e confusas demais, inimigos sem graça e uma história que não faz o menor sentido.

Estando de um lado ou de outro, é inegável que o segundo Metal Gear Solid é muito mais desafiador que o seu antecessor - não nas batalhas, mas na dificuldade de se manter oculto o tempo todo - e que serviu de palco para as maiores pirações de Kojima. O que você acha de, de repente, a tela do seu radar se apagar e exibir um vídeo de uma jovem oriental de biquíni? Ou de ter que jogar boa parte da aventura tendo de controlar Raiden "nu com a mão no bolso", com direito até a mosaico nas partes baixas? E isso é só um parte do que faz o seu cérebro dar um belo nó nos momentos finais do game, junto com a revelação de que todos os eventos até agora estavam sendo orquestrados por uma misteriosa organização chamada de "Os Patriotas" - cujos membros têm a identidade totalmente desconhecidas.

Assim como o MGS original, Sons of Liberty recebeu uma versão atualizada chamada "Substance", lançada para o próprio PlayStation 2, além do Xbox e uma versão para PC. As principais novidades dessa edição são inclusão de centenas de VR Missions, pequenas missões com objetivos variados, mais fases especiais passadas nas paisagens do jogo, o modo "Snake Tales", que traz o herói clássico em uma história paralela e, exclusivamente no console da Sony, um mini-game de skate.

Cronologicamente esse é o último jogo da série antes de Metal Gear Solid 4. Mas antes de chegar ao final da saga de Snake, a Konami decidiu voltar ao passado e explorar as raízes dessa história na distante Guerra Fria.

Depois quatro jogos seguindo em seqüência na mesma ordem cronológica, a série deu um pulo no passado e jogar uma luz sobre as origens de Snake, e para isso, nada melhor do que contar a história de Big Boss, o homem que começou tudo. E junto com a história, todo o estilo de jogabilidade foi adaptado para melhor se encaixar nos anos da Cortina de Ferro.

Snake Eater conta a história de Naked Snake - o homem que no futuro seria conhecido como Big Boss. Ex-membro dos Boinas Verdes e da CIA, ele é recrutado pela equipe de elite FOX para executar uma missão de alta periculosidade: ele deveria se infiltrar em solo russo para resgatar um cientista seqüestrado evitando qualquer contato com o exército inimigo para não causar um desastre diplomático. Quando tudo parecia estar dando certo, um "acidente" acontece, e o soldado se vê tendo como novo objetivo assassinar The Boss, sua antiga mentora e amante, para salvar os Estados Unidos.

Sem radar poderoso, sem armas de alta tecnologia, sem vestes especiais. Assim é Metal Gear Solid 3. No quinto jogo da série, quase toda a ação se passava nas selvas União Soviética, e o instinto de sobrevivência é a maior arma que você pode ter para chegar até o final. Os inimigos, por exemplo, só podem ser identificados visualmente, parando e olhando para os lados, e ser avistado garante que você vá ser perseguido incessantemente até cair. Lembre-se: aqui não há caixas ou sombras para se esconder, no máximo um tronco caído no chão cujas aberturas denunciam rapidamente a sua presença.


Metal Gear Solid 3



Para compensar, Snake mostra que também tem seus truques. Para passar invisível pelos olhos atentos dos soldados inimigos, ele dispõe de uma série de camuflagens que, bem usadas, faz com que ele se torne um mero fruto da imaginação para seus inimigos. Existem dezenas de tipos de solos e paredes no jogo, e para cada um deles existe uma roupa e uma pintura específica que deixarão o herói a salvo. Se as brincadeiras de esconde-esconde antes já eram emocionantes, nesse jogo elas fazem o seu coração ir parar na garganta.

Outra novidade é a barra de resistência física, que faz par com a barra de vida para indicar a condição de Naked Snake. Quando mais você corre, luta e perde sangue, mais a sua resistência cai - e deixá-la num nível muito baixo deixa a visão turva e torna quase impossível mirar direito. Nesse caso, a própria mãe natureza se encarrega de resolver o problema: sapos, cobras, pequenos mamíferos e cogumelos servem como um nutritivo alimento que te deixam novo em folha. Isso, junto com o sistema de curativos que obriga o jogador a tratar manualmente de cada ferimento sofrido pelo herói, torna Snake Eater uma experiência completamente diferente dos seus antecessores.

Como não poderia deixar de ser, a irreverência e a criatividade de Kojima também se faz presentes por meio de algumas das mais criativas batalhas de chefes. O confronto contra o atirador de elite The End é emblemático: três cenários interligados servem de arena, e é necessário encontrar o inimigo, que se esconde na vegetação e dá tiros certeiros com seu rifle. Pior: a cada acerto seu ele se levanta e foge, forçando o processo a recomeçar. Há relatos de pessoas que demoraram mais de duas horas apenas nessa luta.

Existem várias soluções. A mais direta é encarar o desafio e derrotar The End na marra, seja com uma arma de fogo comum ou um dardo tranqüilizante. Mas se você não tiver paciência, não se preocupe: salve o jogo e espere uma semana para carregá-lo, e The End terá morrido de velhice. Melhor ainda: se numa seqüência de história horas antes do confronto você trocar rapidamente para a mira em primeira pessoa, poderá matar o ancião no ato e evitar todo esse trabalho.

Rumores anteriores ao lançamento do jogo diziam que a idéia original de Kojima era fazer com que o jogo apagasse o arquivo do Cartão de Memória toda vez que Big Boss morresse dentro do jogo, e que a equipe de produção teve que persuadi-lo a desistir disso. Verdade ou não, Snake Eater é o MGS que oferece o maior número de facilidades e "técnicas alternativas" de se vencer os desafios. Mas nem isso diminui o seu valor com relação aos games anteriores.


Metal Gear Solid 4



A versão atualizada, Subsistence, incluiu um inédito controle de câmera, versões retraduzidas do Metal Gear e Metal Gear 2 e o complemento Metal Gear Online, que permitia combates pela rede do PlayStation 2.

E a saga de Big Boss ainda receberia uma continuação, agora para o PSP.

A segunda aventura portátil no mundo de Metal Gear (depois de Ghost Babel, para o GBA), mostra a última parte da história de Big Boss, como surgiu a equipe FOXHOUND e quais foram as fundações para o nascimento de Outer Heaven, cenário da primeira aventura de Solid Snake.

Condecorado depois da operação na União Soviética e retirado prematuramente de suas "férias", Boss recebe uma nova missão: eliminar os membros revoltosos da FOX, equipe da qual um dia fez parte, e acabar com os planos de terroristas que pretendem usar um tanque móvel, capaz de lançar um ataque nuclear de virtualmente qualquer lugar da Terra: o primeiro dos diversos modelos do Metal Gear.

Portable Ops traz o mesmo estilo baseado em furtividade dos seus antecessores (especialmente em MGS3), mas com algumas mudanças. Primeiro, a câmera fixa no topo foi substituída numa visão por trás em terceira pessoa, que poderia ser manipulada manualmente. Segundo, e mais importante, o jogo marca a primeira vez na série em que o herói não precisa encarar um exército inteiro sozinho, nu e desarmado.

Big Boss começa cada fase dentro de um pequeno caminhão, que serve de transporte e base de operações para ele e seus companheiro, e no decorrer da aventura qualquer soldado atordoado pode ser carregado para dentro do veículo. Assim, de soldado em soldado, você monta o seu próprio exército para segui-lo não importa onde você vá - está explicado o início da FOXHOUND. Jogadores no Japão e nos Estados Unidos ainda contavam com uma maneira peculiar de aumentar os seus números: pontos de Wi-Fi espalhados por todo canto forneciam dados sobre parceiros disponíveis para download, e só dependia de você explorar a pé esses lugares para receber esses presentes.


Metal Gear Solid Portable Ops



Dessa forma, a jogabilidade continua a mesma mas os objetivos podem ser conquistados em grupo. Um determinado número de soldados pode ser designado para entrar com Boss no campo de batalha, e assim render soldados, coletar itens e recrutar novos colegas. Mais missões concluídas significam mais habilidade para as suas tropas, mas uma vez que companheiros mortos desaparecem para sempre do esquadrão, era necessário prosseguir sempre com cautela.

Seguindo a tradição, Portable Ops recebeu uma versão atualizada pouco tempo depois do seu lançamento. Com o subtítulo "Plus", a versão trazia Old Snake, de MGS4, e outros personagens extras como companheiros selecionáveis e diversos outros modos de jogo.

Apesar de não ter grandes reviravoltas em sua trama, o jogo explica detalhes importantes sobre a história da série, como por exemplo como Big Boss conheceu Roy Campbell e a verdade por trás da formação dos Patriotas. O game fecha o círculo do passado, e agora só resta a Kojima encerrar a saga, finalmente, no PlayStation 3.


Além da série principal, que já teve sua cronologia revisada algumas vezes (manuais da era do MSX mencionavam que Big Boss perdera seu olho nos anos 80, além de ser motivação de sua saída do campo de batalha para se tornar comandante), Metal Gear também usufruiu de alguns episódios que não se encaixam dentro da série de eventos principal narrada em Metal Gear 1 e 2 e Solid 1 a 4. Mas um deles merece atenção especial: Metal Gear: Ghost Babel (Metal Gear Solid para Game Boy Color, como foi chamado nos EUA).

Apesar de aparecer em um portátil com capacidades bastante restritas, essa aventura de Snake aproveita o melhor das velhas aventuras 2D do MSX com muitas novidades introduzidas no PlayStation. Snake é capaz de bater nas paredes para chamar atenção, se esconder em dutos e sob veículos, enfrentar chefes com poderes e passados bizarros, além de contar com uma série de centenas de VR Missions opcionais.


Metal Gear Ghost Babel



A história de Ghost Babel mostra uma realidade alternativa na qual Snake decide se aposentar no Alasca depois dos eventos do primeiro Metal Gear, ignorando os fatos mostrados em Metal Gear 2 e Metal Gear Solid 1. Mas como no clássico de PSOne, ele é recrutado contra sua vontade por Campbell para invadir a fortaleza Galuade... o novo nome de Outer Heaven! Com uma série de cenas cinematográficas no estilo de Ninja Gaiden, o herói enfrenta uma longa e penosa missão, culminando com a batalha contra Metal Gear GANDER.

Além de resgatar os melhores elementos clássicos da série e ser um dos mais elaborados títulos disponíveis para Game Boy Color, Ghost Babel trazia uma série de teasers de Metal Gear Solid 2, que só sairia um ano e meio depois. Além de trazer plantas de Metal Gear RAY para os malucos que completassem todas as 300 VR Missions, isso também abria uma modalidade especial que permitia rejogar as fases do game com condições mais difíceis (limite de tempo, sem poder ser visto, sem tomar nenhum dano etc.) e completar várias outras missões bizarras ditadas por uma figura misteriosa chamada apenas de Número 4. Mas além de dar alguns contextos misteriosos, quem conseguisse vencer todos os desafios via o último diálogo, que explicava que o agente passando por todas essas simulações era Jack - sim, ninguém menos do que o soldado que viria a se tornar protagonista de Metal Gear Solid 2, Raiden. Como o game foi escrito por Tomokazu Fukushima (co-roteirista da série Solid) com ajuda do próprio Kojima, esse brinde ficou sem contexto até a estréia da série no PlayStation 2.

Snake's Revenge

Enquanto Hideo Kojima desenvolveu Metal Gear para MSX, a Konami requisitou que o game fosse portado para o NES para aproveitar os mercados americano e europeu - onde teve enorme sucesso. Se aproveitando disso, a equipe que portou o game acabou fazendo uma continuação... sem o conhecimento do próprio Kojima. O resultado é exatamente o esperado: um pequeno desastre que a Konami nem sequer lançou no Japão.

Com maior foco na ação, Snake agora é líder de um grupo de soldados que se infiltra em uma nova fortaleza para acabar com os planos de um terrorista que está planejando construir uma nova versão do Metal Gear. Além de já começar armado, o protagonista enfrenta algumas fases com a tradicional perspectiva lateral - deixando claro que é uma pária da série. Quando o chefe do jogo se revela um Big Boss cibernético, toda esperança já foi perdida.

Mas algo bom veio de tudo isso. Ao descobrir que a série foi continuada sem seu conhecimento por um membro da equipe de Snake's Revenge, Kojima começou a fazer o seu próprio Metal Gear 2: Solid Snake, que seria o próximo passo na série como a conhecemos hoje.

Mundos Paralelos II.
Com a estréia do videogame portátil da Sony, a Konami fez uma ramificação da série especialmente para o aparelho: Ac!d. Ao contrário da série Solid, porém, os dois episódios não são jogos de ação, mas estratégia baseada em cards colecionáveis.

As aventuras de Ac!d e sua continuação são completamente independentes da cronologia principal, com a única ligação forte à série Solid sendo os cards com referências a personagens e eventos. O primeiro título se passa em 2016 (dois anos depois de Metal Gear Solid 4, reforçando a total falta de continuidade), com o seqüestro de um senator que é o favorito na próxima eleição à presidência dos Estados Unidos. Os terroristas exigem a entrega de um projeto científico como resgate. Depois de falhas em ações diplomáticas e estratégicas, o governo do país acaba chamando o lendário Solid Snake.

O segundo Ac!d começa com Snake sendo preso durante uma entrada ilegal nos Estados Unidos, com os agentes do governo exigindo que ele complete uma missão para ganhar sua liberdade: se infiltrar em uma base de pesquisa militar para descobrir seus segredos. O que se segue é uma típica série de traições e descobertas bombásticas, inclusive de que ele mesmo é um clone do protagonista do jogo anterior.

Respostas enviadas


Enviado por ghost3, 2 meses atrás. Responder

A esqueci de colocar os creditos da retrospectiva do metal gear.

Bem os creditos são pra:

http://www.gametv.com.br/article.show.chain?article.id=19&page=1

[ atualizado: 14/06/2008 12:49 ] 

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