A Hospedeira é fraco e sonolento

Enviado por: Lucas Vinicius
09/04/2013 17:27:14 0 / 0

A Hospedeira é uma obra literária criada pela famosa Stephenie Meyer, escritora amada por adolescentes do mundo inteiro.

Há algum tempo foi revelado que a obra seria adaptada para o cinema; ela foi lançada e infelizmente se mostrou péssima.

Adoro ler críticas de filmes, mas apesar disso não gosto muito de escrever nenhum tipo de análise crítica sobre eles, pois cada um tem sua opinião. Apesar de ter estudado cinema, vale lembrar que não irei fazer uma crítica, apenas minha analise pessoal do filme. Não será uma crítica em si, mas irei usar vários elementos do estudo crítico cinematográfico para analisar A Hospedeira.

O filme começa com uma boa história, a trama realmente parece ser muito interessante já pelas primeiras cenas do filme. Infelizmente ao decorrer do tempo foi possível perceber que eu estava totalmente enganado...

A trama do filme nos leva a um cenário pós-apocalíptico, em que a raça humana foi dominada por alienígenas que controlam os corpos das pessoas. Melanie é a personagem principal, que acaba sendo capturada e um dos alienígenas conseguem "invadir" seu corpo.

A garota forte não deixa que sua mente fique apagada, então ela consegue ficar acordada dentro do corpo, compartilhado com o alienígena que auto se intitula a "Peregrina".

A montagem do filme em si não é boa, pelo que soube das pessoas que leram o livro, o longa-metragem segue bastante fiel. Porém, é importante frisar que um livro e uma adaptação são distintas e não precisam ser iguais, até porque cada um é cada um.

Em todos esses anos, posso dizer que o cinema é um meio de comunicação com uma linguagem própria, que na maioria das vezes, no caso de adaptações literárias, deve ser modificada para funcionar. Esse foi o caso, que certamente deu errado, em A Hospdeira.

A direção de arte também foi algo simplista, mas totalmente brega e bastante clichê; com direito a muito branco e prateado ao estilo Battlestar Galactica da década de 80. Em todo o filme, realmente parece que as cores apresentadas não querem dizer nada, só estão ali por estar ali.

A personagem Buscadora não tem nenhum motivo gigante para sair perseguindo a Peregrina desesperadamente, na verdade até há uma explicação, que é realmente tosca e digna de um troféu framboesa.

No início o climax é focado na história dos irmãos, que estão sozinhos vagando por um mundo acabado, mas logo isso se perde e tenta focar no romance criado por Meyer. O roteiro é original, mas totalmente cheio de problemas e furos.

Não há nem o que comentar sobre os humanos que usam óculos para se disfarçarem dos extraterrestres, afinal esses ETs não tem tecnologia nem para diferenciar as raças? Até nossos famosos ETs de varginha tem mais tecnologia...

Apesar da ideia original e de possuir diversos atores bons no elenco, e de Andrew Niccol (Gattaca - Experiência Genética) na direção, o filme não é nada agradável. Ele segue o estilo de um filme B, mas que tenta de todas as maneiras ser um longa-metragem A.

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