O que podemos esperar da próxima geração de consoles?

Enviado por: NUB
30/07/2012 15:59:00 1 / 1

Uns dizem que esta geração de consoles já durou demais, e outros dizem que ainda está cedo para uma nova. Mas afinal, o que podemos esperar da próxima?

O fato é que a nova geração é inevitável, e está cada vez mais perto. E com ela, novos games e tecnologias gráficas virão. Veja o que podemos encontrar.

Imagem real do PS4 que vazou hoje na internet! (ou não =P).

O tipo de hardware que poderemos esperar na próxima geração de consoles irá depender muito de quando eles serão lançados, pois, à medida que os anos passam, a produção se torna mais refinada e isso significa que teremos processadores mais baratos, menores e com consumo de energia reduzido, ou então mais rápidos e com o mesmo tamanho e consumo.

Os processadores dos consoles desta geração foram produzidos em uma escala de 90 nanômetros. Você pode até não entender o que é um nanômetro, mas tudo o que precisa saber é que, para a próxima geração, já é possível produzir processadores com 22 nanômetros, e isso significa que, em um chip de processamento que tenha o mesmo tamanho que o atual, ele seria 16 vezes mais rápido!

Porém, o mais correto é que na prática os processadores sejam apenas 4 vezes mais potentes do que os anteriores, e a capacidade de vídeo seja em torno de 8 vezes mais incrementada. Daria para ser melhor, mas os gastos seriam absurdos e o console sairia por um preço que nós, os consumidores, não iríamos querer pagar.

Atualmente os consoles têm a capacidade gráfica compatível com o DirectX 9, mas, em sua próxima geração, isso saltaria direto para o mais atual DirectX 11.1 ou até algum mais atual, dependendo de quando o aparelho for produzido.

Design mais próximo da realidade do próximo Xbox.

A memória é uma questão mais complexa. Ela nunca é o bastante, mas é difícil vender um console por US$ 399, e reduzir o preço rapidamente, quando ele está lotado de RAM. Não dá para imaginar a Sony e a Microsoft sendo mão de vaca a ponto de não colocar ao menos 2 GB de RAM em suas máquinas, mas devemos ser otimistas e torcer por 4 GB ou mais. Ao longo da vida de um console isso fará uma grande diferença no que os desenvolvedores poderão criar.

A verdadeira questão será a mídia de armazenamento em massa, ou a HD. Não importa se os desenvolvedores distribuírem seus títulos via download ou em forma física nas lojas, os gamers sempre terão muita coisa para baixar, como outros jogos via PSN ou XBL, temas, conteúdo extra, roupas para personagens, atualizações, etc. Resumindo, DLCs. Seria ótimo se os consoles fossem lançados com discos de estado sólido (SSDs), já que eles têm um desempenho tão bom no acesso aos dados que podem mudar a forma como os jogos são feitos.

O Xbox 360 e o PlayStation 3 introduziram os gamers ao mundo da distribuição digital em larga escala. O Xbox Live Arcade e a PlayStation Network deram aos gamers de todo o mundo a chance de jogar jogos que nunca chegariam às prateleiras das lojas, como aqueles criados por desenvolvedores independentes, os quais chamamos indie games, jogos antigos fora de catálogo ou remakes de clássicos que provavelmente jamais seriam feitos se os desenvolvedores tivessem que pagar pela prensagem dos discos, embalagem e distribuição. E ainda todos rezam para que a próxima geração de consoles aprenda uma ou duas coisas com o Steam e adote um modelo de distribuição exclusivamente por download.

Design mais próximo da realidade do próximo PlayStation.

Porém, infelizmente, isso não irá acontecer, pois, para começo de conversa, as conexões de banda larga ainda não são populares o suficiente para que possamos confiar apenas nos downloads para distribuição, especialmente se falarmos de conexões de banda larga rápidas o bastante para baixar um jogo com tamanho entre 8.5 GB (a capacidade de um DVD de dupla camada) e 25 GB (a capacidade de um disco Blu-ray de camada única). Alguém com uma conexão DSL de apenas 1 Mb/s, o que é o mais comum no Brasil, levaria dias para concluir o download.

Além de esperar uma próxima geração com discos para jogar, podemos possivelmente descartar o Blu-Ray ou DVD e seguir rumo a uma nova era dos cartuchos, não como aqueles trambolhos antigos, mas sim cartuchos pequenos, pouco maiores que um cartão SD.

Um bom design para um cartucho baseado em memória flash pode oferecer o tipo de desempenho com o qual um disco Blu-ray ou HD só pode sonhar. Estamos falando no fim das telas de “loading”, e cenários com muito mais fidelidade e variedade.

Em relação aos controles, nós nunca os abandonaremos de fato. Telas sensíveis ao toque e controles por movimento oferecem novas possibilidades de interação, mas ainda não podem duplicar a precisão de um controle analógico. Já sabemos que o gamepad do Wii U une uma tela sensível ao toque, sensores de movimento e dois joysticks analógicos, numa tentativa de torná-lo atraente tanto aos gamers “hardcore” quanto aos players mais casuais.

No futuro, a Microsoft e a Sony provavelmente irão adotar uma abordagem similar e introduzir aparelhos com mais opções de interação para acomodar uma audiência mais ampla.

Então, em resumo, podemos esperar máquinas potentes, mas nada que vá virar o mundo de ponta cabeça, e podemos dizer que quando os consoles chegarem a um nível impressionante de gráficos, os PCs estarão muito mais avançados. Ainda falando de Nintendo, ela será a primeira a entrar na próxima geração, mas com o hardware da geração passada, o que significa que ela pode estar na frente agora, mas continuará sendo a atrasada da turma daqui a apenas alguns anos.

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