Querem que você, gamer, pague caro pela internet

Enviado por: Fernando Katayama
15/04/2016 17:16:33 0 / 0


Fernando Katayama

Da Redação

Atenção, jogadores! Vivo, Oi e NET estão se juntando para explorar uma brecha na legislação brasileira a fim de elevar - e muito - os preços da banda larga em nosso país. A ideia das operadoras, uma vez proibidas por lei de fazerem cobranças por tipo de franquia, é tentar pelo menos empurrar goela abaixo um tipo de contratação mais cara por aqueles que utilizam mais banda, que consomem mais dados, caso, por exemplo, dos jogadores.

Faça as contas. Um jogo razoável hoje em dia para consoles de última geração ou PC pode pedir facilmente 20 GB de download só para começar a ser jogado. Alguns, mais hardcores ainda, podem chegar a 60, 70 GB, brincando... Agora, o absurdo: as principais operadoras atuantes no país pretendem fixar, a partir de 2017, uma cota entre 100 e 200 GB para franquias mais bem servidas. Em outras palavras, é certo que os preços desses pacotes mais tops devem subir bastante enquanto a oferta de dados deve se manter insuficiente para quem precisa de muita banda, como, novamente falando, nós jogadores.

Com os números acima em mente, imagine a cena: você entra em um Steam ou Origin da vida e baixa uns quatro jogos parrudos. Já era. Acabou a sua franquia top de linha, tão cara e cheia de promessas. A ameaça das operadoras, caso vençam, é poder cortar o link de quem ultrapassa a cota estabelecida ou até exigir um pagamento "extra" por aqueles que quiserem continuar navegando.

O argumento da Anatel, que até agora tem se mostrado a favor das operadoras, é o de que a medida vai beneficiar quem consome menos banda. Nessa faixa de consumidores "light", estariam os que puxam até 10 ou 20 GB por mês, mais ou menos. Em sã consciência, pensemos: quem, por mais econômico que seja, sobrevive hoje em dia com 10 GB em 30 dias...? Quem, por menos séries ou filmes que sejam assistidos, consegue se divertir com uma cota dessas? Quem, por menos hardcore que seja, vai conseguir seguir a recomendação de médicos e psicólogos para ligar um Netflix da vida por no máximo 30 minutinhos por dia? O que então podemos dizer de nós, jogadores? Uma só partidinha on-line, bem jogada que seja, pode consumir 200 MB (0,2 GB) em 1 hora. Se o lance for passar uma noitada jogando sem parar, eleve esse valor para 2 GB. Tem condições?

Na prática, o que vai ocorrer é que muitos jogadores poderão ter a conexão interrompida no meio de uma partida. Se não for isso, a resposta virá na forma de uma redução drástica na velocidade. Em nossa defesa, o Marco Civil, por exemplo, deixa claro que uma operadora só pode cortar a conexão de alguém que não tenha pago a conta. Já a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor taxa essa manobra das operadoras de ilegal.

A verdade é que enquanto a Anatel se mantém reticente diante desse plano nefasto, os consumidores já saíram perdendo. Todos, inclusive aqueles que o órgão diz defender, pelo seguinte fato: quem consome menos dificilmente pagará mais barato por uma franquia mais modesta. Os preços, quando o assunto começa a se aproximar do termo "plano de dados" - algo já enraizado na telefonia celular -, só aumentam. O que vai acontecer, portanto, não é os planos mais modestos ficarem mais baratos, e sim os mais hardcores ficarem mais caros, caríssimos, astronomicamente inviáveis.

Justificativas por parte das operadoras para elevar os preços não vão faltar. Uma delas já está sendo colocada em discurso: em nome dos mais pobres, dos que não têm condições de consumir muita banda, aqueles que consomem mais vão ter que pagar mais. Só que esse "mais", caso as operadoras vençam, não vai significar "à vontade", que fique bem claro. Algo em torno de duas centenas de gigabytes deixando mais evidente, com taxas e mais taxas extras para quem puder pagar cada vez mais pelo excedente.

A provocação é: vai faltar internet para os ricos caso as operadoras vençam? Não. Assim como para um rico não falta nada em quaisquer outras áreas, por que faltaria em internet? Pagando bem, que corte tem? Pagando bem, que mané franquia...

Só que assim: que atire a primeira pedra o rico que gosta de perder dinheiro. Perder por perder mesmo. Desagradável, correto? Aos mais ricos, o aviso de que chegou uma boa hora para se juntar aos mais pobres por uma terra que não nasceu para aceitar divisões e desigualdades: a internet. Vamos esquecer as diferenças pelo menos nesse lugar onde sonhar ainda é possível?

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VEJA TAMBÉM:

>>> O Marco Civil da Internet e os macacos da web

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Fernando Katayama em 15/04/2016 17:30
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Massa:

1/2 xícara (chá) de óleo;
3 cenouras médias raladas;
4 ovos;
2 xícaras (chá) de açúcar;
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
1 colher (sopa) de fermento em pó Dr. Oetker.

Cobertura:

1 colher (sopa) de manteiga;
3 colheres (sopa) de chocolate em pó Dr. Oetker;
1 xícara (chá) de açúcar.
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