[RetroLib] Carrier - Dreamcast

Enviado por: sergio sampa
17/04/2013 19:01:01 0 / 0

Durante seu pouco tempo de vida, o Dreamcast chegou a ter um memorável Resident Evil , o "Code Veronica".

Mas, antes do game ser lançado, havia 2 opções de survival horror para o console: Blue Stinger e Carrier. Este segundo, é o que comentarei nesta análise.

Carrier segue o estilo dos jogos da série Resident Evil antigos. Você deve sobreviver até o fim, enfrentando mutações bizarras e usando armas de fogo com pouca munição. A câmera está quase sempre em ângulos fixos e a movimentação é estilo "tanque": pressione para cima para andar, para baixo para recuar e esquerda e direita para rotacionar o personagem,

O game chamou atenção na época de seu lançamento por ser totalmente em 3D, assim como Dino Crisis, da Capcom, porém, a plataforma permitiu gráficos melhores.

A história é sobre um "futuro" decadente em 2008, quando o mundo sofria com a falta de recursos naturais e declínio de sua economia. O globo foi divido em duas partes, a Norte e a Sul, assim, cada parte cuidava de seus problemas internamente, sem contato com a outra metade do planeta.

Isso acarretou em novos problemas como o aumento de ataques terroristas ao redor do mundo. A mais perigosa organização era conhecida como Southern Cross e para combatê-la, o grupo G77, composto pelas mais ricas nações do Norte, criou a tropa de elite NTA (Northern Treaty Alliance).

Entre uma série de armas feitas para derrotar as forças terroristas, foi criado o navio cargueiro Heimdal, movido a energia nuclear. Ele era gigante, e podia carregar vários exércitos aos mesmo tempo. Heimdal foi enviado para destruir uma base da Southern Cross, como também para resgatar um organismo antigo que foi localizado em algum lugar do Oceano Pacífico do Sul.

As duas missões foram completadas e Heimdal estava voltando para sua base. No caminho, o rádio do cargueiro parou de responder. Preocupados e com a suspeita de ser ataque terrorista, o NTA envia dois times de investigação, de nome "SPARC", para o Heimdal com a finalidade de descobrir o que aconteceu.

Escanear era bacana!

Você joga com Jack Ingles, um sargento do NTA, experiente e com vários méritos conquistados. Também é possível habilitar Jessifer Manning, uma garota nipo-americana que trabalha no Departamento de Informação do NTA.

O primeiro time SPARC acessa inicialmente o Heimdal, porém, eles acabam perdendo o contato com o segundo time. Jack e Jessifer, do segundo time, se dirigem ao navio cargueiro através de um helicóptero, quando são atacados por canhões. Eles acabam caindo no Heimdal, mas, são separados.

Ao chegar no barco, Jack se depara com várias pessoas modificadas geneticamente, parecendo monstros mutantes e essa mutação tem a ver com o organismo antigo encontrado no oceano.

Os personagens possuem um óculos especial que lhes permite analisar os seres vivos e verificar se eles possuem alguma infecção e qual o nível dela. Serve também para ter uma visão melhor das salas e itens, já que este modo é visto em primeira pessoa.

O arsenal de Jack não é muito grande, mas ele pode usar outros itens como a bomba relógio, usada para arrebentar portas trancadas e sua pistola de choque que serve para atordoar os mutantes.

Como foi dito antes, a aventura segue o padrão RE. Você avança, enfrenta monstros em corredores , acha um item que abre passagem para um novo caminho, encontra munição, etc.

Um fato interessante é que o jogo é bem escuro, causando mais desespero e momentos tensos. Alguns corredores são bem difíceis de enchergar e quando você atira, acaba ilumando o ambiente por uma fração de segundo. Isso cria um efeito muito bonito.

O jogo todo é dublado, as vozes não são as melhores do mundo, mas cumprem seu papel. Não existem muitas músicas, você as escuta mais quando está enfrentando os chefes, e eles são bem difíceis.

É curioso em ver como Carrier utiliza de elementos de Resident Evil, e o recente RE Revelations tem muitos elementos de Carrier. A começar pela ambientação, onde os dois jogos se passam num barco. Em Carrier, uma forma de vida antiga infecta os tripulantes do navio, em RER, um vírus que infecta peixes é encontrado no mar e acaba se combinando com o T-Virus. Em ambos os jogos, existe um aparelho para escanear o cenário, em busca de inimigos e itens.

Carrier é um inexperado bom jogo. Até RE:Code Veronica sair, ele foi o melhor survival horror que se podia jogar no Dreamcast. A empresa desenvolvedora Jaleco nunca foi conhecida por games do gênero e se saiu muito bem em sua primeira tentativa. Se os gráficos fossem mais claros, poderiamos ver melhor os cenários, que são muito bem construídos, para os padrões do console.

Se você ainda tem um Dreamcast, Carrier é uma boa pedida para uma sessão de jogatina nostalgica.

NOTA:7.5

BETA
Comente pelo facebook
Clique aqui para comentar pelo sistema do gameLib
Top Games
Estamos no Facebook