[RetroLib] Super Gem Fighter Mini Mix ou Pocket Fighter

Enviado por: Redação gameLib
19/08/2013 17:40:15 0 / 0

"Pocketo Faitá"! Quem teve PlayStation 1 e não se lembra dessa frase?

Certo dia da década de 90, a Capcom resolveu juntar alguns de seus personagens icônicos dos jogos de luta e trouxe o famoso Super Puzzle Fighter II Turbo (sim, é II, mas não existiu o I). Devido ao sucesso, a continuação veio em forma de jogo de luta, com ainda mais personagens!

Pocket Fighter reúne personagens de Street Fighter, DarkStalkers e Red Earth (Warzard) num jogo bem-humorado, com golpes e combos malucos, cenários lotados de referências e muito fan-service.

A versão de arcade americana se chama Super Gem Fighter Mini Mix, no entanto, as conversões para PlayStation One e Sega Saturn têm o nome Pocket Fighter em todas as versões lançadas: japonesa, americana e europeia.

Curiosamente, a ideia de personagens em SD (super deformed) não veio em SPF2T. A primeira menção a isto aconteceu num site de Hong Kong sobre games, que hoje em dia não existe mais, conhecido como Game Zero. Uma notícia desse site revelava uma possível versão SD de Street Fighter 2. Na verdade era apenas uma imagem criada por um possível funcionário da Capcom. O responsável revelou publicamente que tudo era um rumor. O interessante é que ninguém imaginava que a Capcom iria adotar a ideia posteriormente.

Pocket Fighter é um game que não se deve levar a sério. A proposta é apenas homenagear os jogos de luta, com uma jogabilidade descompromissada. As gems de SPF2T estão presentes e elas têm duas serventias: carregar a barra de Mighty Combo (o Super Combo do game, e referência à Mighty Final Fight) e fazer upgrade nos golpes especiais dos personagens.

Durante as lutas existem várias formas de obter as gemas: abrindo os baús, batendo no oponente ou acertando os bichos que passam na tela em nuvens voadoras. Cada personagem tem 3 golpes especiais que são melhorados com as gemas. O esquema é lutar sem levar golpes, pois o personagem perde as gemas que voam na direção do inimigo.

Existe um movimento especial que pode ser carregado e tonteia o oponente. Ele serve para arrancar mais gemas. Quanto mais carregado, mais gemas você rouba.

Para manter o clima de paródia, os personagens do game se transformam em outros da Capcom, durante alguns golpes e combos. Felicia, por exemplo, vira o Megaman com orelhinhas de gato; Chun Li vira Jill Valentine; Akuma fica com roupas de banho e mergulha numa poça d'água que surge do nada.

Esses combos são feitos como nos jogos da série Versus, apenas apertando soco ou chute repetidamente. Eles são mais para rir porque o último golpe é sempre difícil de acertar, pois ele carrega. E não é possível cancelar o combo com um golpe especial ou Mighty Combo.

A jogabilidade em geral é bem simples. Existe um botão que simplifica os comandos dos Mighty Combos, bastando fazer metade do comando.

Alguns gráficos são reaproveitados de outros jogos, como o Kikoshou da Chun Li que é o Hyper Combo Charging Star do Capitão América. E outros nasceram em Pocket Fighter e migraram para outros jogos, como o Mega Buster da Felicia, que foi utilizado como tiro padrão de Mega Man em Marvel vs. Capcom. 

As versões para PlayStation e Saturn são praticamente idênticas, salvo a falta de alguns quadros de animação no console da Sony. Uma alteração visível nessas versões, em relação ao arcade, é que o efeito de luz de carregamento dos Mighty Combos foi modificado. No arcade ele é igual ao visto na série Street Fighter Zero/Alpha. Nos consoles, o efeito é o mesmo utilizado no golpe carregável que atordoa.

Ao escolher os personagens, uma tela mostra um epílogo antes das lutas. Nas versões para console, a Capcom adicionou vozes. Isso também acontece nas cenas do final do jogo.

Existe também um modo novo e exclusivo, o Running Battle. Nele, você escolhe um personagem e segue por uma estrada no deserto enfrentando todos os personagens do game, recuperando parcialmente sua vida. A cada oponente vencido, seu personagem se desloca um pouco mais para a direita. Ao final, Akuma aparece como último desafio.

Clique na imagem para ver o estágio completo.

Esse modo possui um estágio próprio, feito exclusivamente para os consoles. A música também é exclusiva e se chama Never Give Up. Mesmo sendo um jogo engraçado, não é nada fácil terminar este modo. O melhor a fazer era utilizar oponentes como Dan feito saco de pancadas, para ganhar de Perfect e, assim, fazer mais pontos para que sua vida recuperasse mais.

Pocket Fighter foi curiosamente incluso na coletânea Street Fighter Zero Collection para PS2. No entanto, trata-se de uma emulação da versão arcade, não possuindo o modo Running Battle.

O game é divertido para jogar entre amigos e dar umas boas risadas. As lutas descompromissadas e o estilo cartunesco fazem deste um game único. É uma pena não ter tido uma continuação, trazendo novos personagens e mais aparições especiais nos cenários.

Quem é fã mesmo de fighting games notará que existem até referências a jogos de outras franquias como Art of Fighting com Dan.

Após o lançamento de Super Puzzle Fighter 2 Turbo HD Remix, os fãs esperavam que o próximo game a ser convertido para alta definição fosse Pocket Fighter, mas isso nunca aconteceu.

Recentemente, a versão de PS1 de Pocket Fighter foi lançada para PS3. No entanto, essa versão não pode ser jogada no PSP ou PSVita, por motivo desconhecido. E não há nenhuma modificação, modo on-line ou filtro de imagem.

BETA
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