O melhor: o inédito rebirth mode oferece fôlego extra ao remake
O pior: multiplayer exige que cada um possua uma cópia do game
De trás de ti, imbecil: não, aqui os zumbis não falam
Nota: 8,5
Clássicos são como ícones, inspiram gerações que os sucedem, viram referências, ganham seguidores, mudam o mundo ao seu redor. Resident Evil nasceu e se tornou um clássico, um game a frente do seu tempo, e hoje faz parte de uma seleta lista das franquias mais poderosas dos games, atingindo seu auge com Resident Evil 4 (GC/PS2/Wii/PC).
Como comemoração do aniversário dos dez anos da franquia, a Capcom trouxe ao Nintendo DS um remake do primeiro jogo da série, recheado de extras que o tornam indispensável para aqueles que possuem o portátil da Big-N.
Quando a Alpha Team parte para regatar a Bravo Team, desaparecida em uma área próxima a floresta de Raccoon City, não imaginavam que encontrariam ali a resposta dos misteriosos ataques sofridos pelos habitantes da cidade. Uma suposta mansão encontrada se revela na verdade um imenso laboratório abandonado, repleto de zumbis e outras aberrações. Esse é o plano de fundo de Resident Evil, mas é claro que a trama vai muito além, sendo considerada por muitos jogadores como uma das mais complexas dos games, há inclusive respostas até hoje não solucionadas, que talvez sejam respondidas com o lançamento de Resident Evil: Umbrella Chronicles para Wii.
Nesta versão do DS, o gamer pode escolher jogar o modo clássico (sem tirar nem por) ou optar pelo inédito Rebirth Mode, que traz momentos feitos exclusivamente para o uso das funcionalidades do portátil, como realizar respiração boca-a-boca assoprando no microfone, ou esfaquear dezenas de zumbis riscando a tela sensível.
Os gráficos não fazem feio, embora sejam datados, muitas melhorias foram feitas como a remodelagem das personagens. Diferente dos gráficos a parte sonora ainda permanece atual, momentos de silêncio total geram calafrios até mesmo no mais experiente dos jogadores, assim como as músicas que causam angústia e expectativa, até mesmo a dublagem tosca está presente, mas esta não atrapalha e sim diverte.
O grande diferencial de Resident Evil porém,está na jogabilidade. O esquema de controle é robótico e ideal para o gênero, mesmo que haja alguns que odeiam por talvez não se adaptarem, mas não podemos negar que a série não seria a mesma sem ela. Em Deadly Silence alguns pontos na jogabilidade foram refinados, agora o protagonista pode sempre usar a faca sem precisar equipa-lá bastando apenas apertar o botão "L" e também usar o giro-rápido de 180° apertando "Y" mais "baixo" do direcional.
Como citado no início deste review, Resident Evil é um clássico, mas como deixei de escrever, todo clássico é essencialmente imortal, e Resident Evil DS como uma releitura de um clássico também ganha essas características, é imortal, essencial, grandioso e acima de tudo extremamente divertido.
Cadastre-se ou efetue login acima para comentar
gameLib - Todos os direitos reservados. 2004-08 - A primeira biblioteca de games do Brasil criada e mantida por gamers. ± 0.1994 seg