Minecraft, o 'pense business' pós-Facebook

Minecraft | 26/03/2014 15:41:33 0 / 0

Fernando Katayama

Da Redação

Adoro o chapéu e o visual do programador sueco Markus Persson e mais ainda sua postura business, deliciosamente política: o criador do maior hit indie de todos os tempos, o Minecraft, bateu o martelo encerrando a produção de seu game para os óculos de realidade virtual Oculus Rift, isso logo depois que o Facebook anunciou a compra do dispositivo na terça-feira (25) mais cinzenta de março de 2014.

Não posso eleger Markus Persson como meu presidente da república, mas posso me deliciar anonimamente com um "chupa, Zuckerberg" e toda sua (des)filosofia de negócios; junto com o magricela mais cobiçado da tecnologia, chupem também os toscos seguidores do 'pense business' da era Facebook, dos apoiadores de projetos sem pé nem cabeça com direito a uma foto sorridente entre lobistas muito malas.

É de chorar de emoção que um dos mais visionários programadores de nosso tempo tenha puxado uma corda que um dia pode pesar muito mais para o lado da resistência, para o lado dos desenvolvedores honrados que pediram demissão de grandes estúdios para, como foi com Minecraft, tocar projetos independentes e de tão altíssima bela essência.

Posso citar aqui Keiji Inafune, de Mega Man, e Tim Schafer, de Grim Fandango. Pena que não dá para dizer o mesmo de John Carmack, programador de Doom que deixou a id Software para virar CTO da empresa Oculus VR - dona dos Oculus Rift - e agora passa a ser funcionário de Zuckerberg (até que a sorte os separe).

Quiçá Markus Persson tenha acabado de jogar uma pedra na cruz de todos os que se renderam ao jeito fútil de fazer jogos e que não têm coragem de assumir que não desenvolvem mais games, e sim números da indústria do vício.

Falta pulso de desenvolvedor, de quem realmente sabe programar, na maioria desses estúdios AAA comandados por seres engravatados andróginos e assépticos, sem um pingo de graça na hora de botar as mãos em um joystick.

O "chupa, Zuckerberg" de Markus Persson foi tão tímido e recluso ao mesmo tempo em que foi voraz e devastador. A resistência ao "modo Facebook" de pensar e fazer negócios está, ao contrário do que parecia ser consumado e inevitável, com os dias contados. Com todo seu jeito troncudo e educado de ser, o criador de Minecraft mostrou a um magricela bilionário que batem corações no peito dos programadores e que vai ser preciso muito mais do que músculos para arrancá-los em praça pública.

Aliás, melhor deixar Zuckerberg em praça pública à maneira que ele gosta de ser e fazer barulho. Sempre vão existir os bundões do business forçado e antiquado para servir de grande público.

A quem interessar, uma partida de Minecraft pode ser a chave para o 'pense business' que está por vir. Um 'pense business' pós-Facebook e pós-mediocridade.

Momento em que Markus Persson, também conhecido como "Notch", anuncia via Twitter o cancelamento de Minecraft para os Oculus Rift.

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Ficha técnica
Gênero:
Ação
Lançamento:
18/11/2011
Desenvolvedor:
Mojang
Distribuidor:
Mojang
Plataforma(s):
PS3360PC
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