Talvez eu esteja errado, mas o Ed Hunter foi o jogo mais esperado pelos HeadBangers do mundo inteiro. Foram dois anos de produção e um marketing pesado em cima desse produto. Também não é por menos, além de ser uma divulgação incalculável para o Maiden (lembrando também que 4 músicas do Maiden foram colocadas no jogo Carmaggedon 2) poucas bandas de Rock lançaram um jogo. O Aerosmith teve aquele Revolution X, que por sinal, é bem chatinho.
Entretanto, o jogo tem suas falhas. Mas antes de falar sobre elas, vamos falar das qualidades.
Gráficos: impressionantes. Os caras da Synthetic Dimensions conseguiram pegar direitinho o espírito das capas dos discos da banda. Na primeira fase, o cenário é igualzinho ao de Killers e Iron Maiden. Tem tudo lá, o metrô, os becos escuros, o Cart And Horses, a 22 Acacia Avenue, os punks... TUDO! É muito bem feito e talvez a melhor fase do jogo. As outras fases, na ordem do jogo, são: o manicômio (Piece Of Mind), o inferno (The Number Of The Beast), o cemitério (Live After Death), a tumba do faraó (Powerslave), a cidade do futuro (Somewhere In Time) e o mundo apocalíptico (Futureal).
Além dos cenários perfeitos, os movimentos dos inimigos são incríveis e o desenho deles também. Ou seja, em matéria de gráficos, Ed Hunter é nota 10.
Som: Nem se fala. Você pode escolher um monte de músicas do Iron Maiden pra ouvir em cada fase. Os efeitos sonoros também são bons, mas nada de espetacular.
Jogabilidade: o jogo é no estilo Time Crisis e Virtual Cop, ou seja, você só controla a mira e não a tela, como em Doom e similares. Na minha opinião, seria muito melhor se eles fizessem um jogo tipo Doom porque seria muito mais divertido explorar. Mas não se engane! O jogo é muito difícil e você leva, em média, 20 minutos pra passar de cada fase. Ou seja, carregue o jogo e fique 2 horas jogando e atirando sem parar. A resposta do mouse é ótima e eles até simulam o coice da arma. Atrapalha um pouco, mas depois você se acostuma.
Defeitos: na primeira fase, você pode escolher caminhos diferentes, mas nas outras não! Isso é muito ruim porque torna a jogabilidade um pouco repetitiva, principalmente porque a partir da segunda fase, os cenários são muito parecidos. Por exemplo: no manicômio, você passa a fase inteira no hall de entrada. Só. E só sai dalí perto do final. No cemitério, o cenário é quase que totalmente composto de lápides, só tem uma igreja lá no fundo que você nem chega a entrar. Eles podiam ter aproveitado isso. Na fase Powerslave também eles erram: é o tempo todo dentro da pirâmide e o cenário se repete bastante. É uma pena porque eles podiam aproveitar bem mais as possibilidades de mudança de cenário.
Outro defeito um pouco chato é a escolha da música. Uma vez escolhida uma determinada música, ela continua até o final da fase. Ou seja, se você escolher Aces High pra tocar na primeira fase, você vai ouvir Aces High umas 4 ou 5 vezes, até terminar o estágio. É um pouco cansativo. E não pense que trocar o CD vai adiantar alguma coisa... Primeiro, Ed Hunter só roda com o Cd dentro do drive e as músicas não são lidas como faixas de áudio do Cd, e sim, do próprio arquivo do jogo!! Então, não tem jeito de você ouvir Green Day enquanto estiver jogando Ed Hunter.
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