Enviado por orbs em 20/12/2007 às 17:01 (7 meses atrás)
Categoria: Reviews > PC > Empire Earth III
Se você gosta de games de estratégia estilo Age of EmpireseRise of Nations, certamente já ouviu falar de Empire Earth, o RTS da Sierra que permite aos jogadores construir e evoluir um império de um mundo primitivo ao moderno.
O primeiro game, lançado em 2001, foi um sucesso grandioso - mostrou-se cheio de variedades e um ótimo fator replay; quatro anos mais tarde, a produtora lança, com competência, Empire Earth II, que novamente causa muitos aplausos e é destacado por sua jogabilidade viciante e AI inteligente.
Continuação realmente necessária?
Mas algo deu muito errado durante o processo de colocar os ingredientes de sucesso em Empire Earth III, e infelizmente o que saiu do forno foi um produto final com gostinho de azedo.
Nenhum jogo está imune ao fracasso, principalmente quando se trata de continuações. Explico: quando uma franquia nova é lançada você nunca ouviu falar dela, então não tem expectativas totalmente definidas nem mesmo um parâmetro para compará-la. Porém, quando se trata de uma continuação, há toda uma base de acordo com o desempenho do game anterior e, a partir daí, o jogador acreditará em melhorias e temerá uma recaída da série.
Empire Earth III atirou para o alto boa parte do que foi conquistado com louvor ao longo dos anos e nos faz pensar se a série não deveria ter encerrado carreira logo em sua segunda edição ou, ao menos, adiado o lançamento deste terceiro jogo para daqui a uns cinco anos a fim de moldá-lo como merece.
Pouca "estratégia"
Só existem três tipos principais de civilizações e você deve escolher um lado entre a Western, Middle Eastern e Far Eastern. Essas três regiões são muito parecidas no que diz respeito a funções a serem desempenhadas e variedade de gameplay, o que deixa o jogo tedioso em menos tempo do que você pode imaginar.
O desempenho da inteligência artificial, desta vez, é fraco; os gráficos são razoáveis, mas não quando comparados aos RTSs rivais do mercado atual; e as repetidas vozes dos personagens e demais sons do ambiente durante a ação deixam a desejar.
Para complicar ainda mais, se um dia o homem for capaz de inventar um patch que adicione enredo, EEIII será eternamente grato ao indivíduo, pois a campanha principal carece de um.
Nem tudo é ruim
Claro que EEIII tem alguns lados positivos de um RTS que se preze. Para aqueles que gostam do estilo, a câmera clássica vista por cima está lá, com opção de aplicar zoom (claro que não no nível detalhado de um Word in Conflict da vida) e todas as funções já conhecidas em cenários de muitos combates - necessários para expandir seu império e ?conquistar o mundo? - e principalmente exploração.
Há também quests, o que é muito legal, que fazem algumas pontes entre eventos isolados na campanha singleplayer. Por serem paralelas entre si, o jogador pode simplesmente escolher entre executá-las ou ignorá-las. A motivação em aceitá-las é que, sempre que uma quest é completada com sucesso, um tipo de prêmio é creditado a você.
Em EEIII nem sempre partir para o combate é a escolha mais sensata, você também pode usar a arte da Diplomacia, algo que o difere de muitos outros RTSs - os três status diplomáticos são: Aliados, Neutros e Inimigos. Torna-se, assim, fácil enviar uma proposta de aliança ou declarar guerra a outro jogador ou a uma tribo nativa.
Por fim, uma última característica acertada da série: toda ação afeta de alguma forma o futuro. O jogo atravessa cinco eras: Antiga, Medieval, Colonial, Moderna e Futura. Para avançar para uma nova era, deve-se pagar um custo específico de Tecnologia, Riquezas e Matérias-Primas.
Não, Empire Earth IIInão é um fracasso total; é, sim, um jogo mediano, aquém do esperado. Ele consegue caminhar sozinho até certo ponto, depois se perde de vez por seguir na contramão de seus antecessores clássicos.
O que poderá amenizar o perigo da grande não-aceitação dos jogadores do novo título serão futuros upgrades e patchs. Entretanto, mesmo assim dificilmente ele será o que Empire Earth I e II foram e representaram para a época.
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