As Crônicas de Spiderwick (The Spiderwick Chronicles) é o novo filme da Paramount Pictures e Nicklodeon Movies, baseado na série de livros infantis escritos por Holly Black e ilustrados por Tony DiTerlizzi.
O game narra a mesma história do filme em cartaz nos cinemas. O pequeno Jared se muda para a antiga casa do tio Arthur Spiderwick e lá encontra um misterioso livro chamado "Guia de Campo de Arthur Spiderwick para o Fantástico Mundo ao seu Redor" que, uma vez aberto, liberta criaturas mágicas terríveis.
A princípio os irmãos de Jared, Simon e Mallory, não acreditam nas histórias contadas por ele, mas logo as três crianças se envolvem em uma grande e perigosa aventura contra o exército de Mulgarath, um ogro diabólico que planeja roubar o livro para dominar o mundo real.
Jogadores mais novos vão adorar
Ao logo do jogo da Sierra você poderá controlar as três crianças, cada qual com suas habilidades próprias, e também o simpático duende Tibério. A focagem em um público infantil é perceptível desde o início, um bom exemplo é que As Crônicas de Spiderwick valorizam a jogabilidade simplista.
Para entender imagine um jogo no estilo "aponte-e-clique", mas que você é livre para explorar cada canto como em um adventure comum - uma espécie de "ande-e-clique", digamos. O botão de ação no teclado é representado pela tecla "E", e tudo o que você puder interagir é nitidamente indicado por ícones.
O símbolo de um olho indica que você pode ler ou examinar um determinado objeto; a mão indica que é possível pegar/usar/ativar algo; o ícone da mão estendida, por sua vez, lhe permite dar ou colocar um item; e o da flecha significa que ao pressionar o "E" você sairá da área atual.
No mais, basta correr em direção a uma escada para subir nela, ou correr para uma beirada para pular automaticamente.
Uma Hogwarts reduzida
Acostume-se com o casarão de Arthur Spiderwick desde o começo da aventura porque todo o ritmo de jogo acontece entre a casa e a floresta, a casa e a floresta, e novamente a casa e a floresta. A parte ruim é que as semelhanças com a série Harry Potter (ou quem sabe As Crônicas de Nárnia) acabam por aí, os cenários não chegam nem perto da imensidão dos terrenos de Hogwarts onde o jovem bruxo estuda.
Em pouco tempo você terá decorado todos os cômodos da casa e todos os principais caminhos na floresta, o que fatalmente causará tédio após (no máximo) as quatro primeiras horas de jogo. Ao menos o nível de detalhes no ambiente e na mobília da mansão é bastante satisfatório e contribui na exploração.
Na parte sonora as músicas são suaves, fantasiosas e conseguem ficar na nossa mente; claro que não é nada épico nem tão dinâmico, mas também não incomodam. Os gráficos 3D não ficam atrás e as três crianças protagonistas lembram os atores da versão cinematográfica do título; só uma ressalva a alguns pontos da floresta que são muito "sem nada".
Com um pouco de conhecimento de inglês dá para avançar tranqüilamente pela história, resolvendo pequenas quests (missões) que são registradas e explicadas na tela de menu. Ou seja, perguntas do tipo "o que fazer agora?" dificilmente serão feitas, é só checar na Quest Page. Chato mesmo é gastar tempo procurando itens pela casa.
Várias vezes você precisará voltar a um lugar já visitado para deixar um item ou recolher outro, esses objetos são tudo o que você precisa para progredir nos enigmas que encontrar pela frente. Do lado de fora a jogabilidade ganha um pouco mais de variação graças à presença de plataformas, ambientes diversificados (como pântano, densas florestas e rochedos) e, é claro, aos endiabrados monstrinhos que não vão dar sossego por nem sequer um minuto.
Chutando Goblins
Quem conhece a obra fica com vontade de destruir os monstros por si mesmo no game. Essa é, ou deveria ser, a graça de filmes que viram jogos: desenrolar a trama com suas próprias mãos e interagir com as grandes cenas do filme de forma mais direta.
Nesse ponto o jogo narra bem a história (inclusive com vídeos de cenas importantes do filme), mas peca nas batalhas. Jared usa um tipo de bastão de baseball para atacar, Simon inventa uma arma estilo pistola e a Mallory maneja muito bem uma espada. Além do estilingue que também pode ser usado por eles.
O problema é que a variedade de golpes é mínima e a variedade de inimigos é pior ainda. Chega um ponto que você não agüenta mais espancar os mesmos goblins um atrás do outro e da mesma maneira.
Não que exista só um tipo de monstro, há também os Bull Goblins - maiores e que lançam pedras à distância - e um River Troll que bloqueia o rio e você precisa alimentá-lo com goblins para atravessar. Enfim, são pouco mais de meia dúzia de tipos de criaturas do mal que se repetem à exaustão.
O poder das ninfas
As ninfas, fadas que vivem ao redor da mansão, podem ser capturadas para conferir alguns poderes temporários ao personagem. É uma tentativa muito legal (porém pouco explorada) de trazer algo de diferente para o gameplay.
Elas estão voando por toda a parte, jardim afora, só esperando serem capturadas com uma rede de caçar borboletas; ao pegar uma das fadas o jogador entra em um minigame em que precisa "pintar" o respectivo desenho dela (basta movimentar o cursor rapidamente sobre a imagem) antes que o tempo termine.
Existem dez tipos de ninfas com poderes diferentes - cura, velocidade, redemoinho, aumento de danos, etc. - e seu personagem pode armazenar apenas três dessas magias por vez, é o melhor jeito de recuperar energia. O modo multiplayer também está presente, nele os jogadores participam de minigames em que, por exemplo, ganha quem capturar o maior número de fadas em um terreno fechado.
Tudo ficou muito preso aos cenários do filme e a impressão é que poderiam ser incluídas dungeons e mais desafios no jogo. As Crônicas de Spiderwick no PC e videogame são repetitivas e gradativamente cansativas, mas quem gosta do gênero"adventure-simples-e-fácil" ou é fã dos livros vai conseguir se divertir por algumas boas horas. Caso você não se enquadre nesse grupo apenas corra para assistir ao filme e deixe para seu irmão mais novo a tarefa de experimentar o jogo - uma pena que aqui no Brasil só a caixa e o manual estão em português.
Requisitos mínimos: Windows XP, Vista Processador: 1,5 GHz ou superior (2,2GHz para Windows Vista) RAM: 512 MB (1 GB para Windows Vista) Unidade de disco: DVD-Rom Disco Rígido: 8 GB de espaço livre descompactado Memória de vídeo: 128 MB, compatível com DirectX 9.0c Placa de vídeo: NVIDIA GeForce 6600 GT ou superior, compatível com DirectX 9.0c Recomendado: Processador: 2.5 GHz ou superior RAM: 1024 MB (1.5GB para Windows Vista) Memória de vídeo: 256 MB, compatível com DirectX 9.0c Placa de vídeo compatível com o DirectX 9.0: NVIDIA GeForce 7600 GT ou superior Placa de vídeo compatível com o DirectX 10: NVIDIA GeForce 8600 GT ou superior
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