Não tem como acompanhar os quadros por segundo desse jogo sem antes tomar uma boa dose de adrenalina, ou melhor, obtê-la jogando. Burnout Dominator (Electronic Arts, Criterion Games | Mar 6, 2007) é um jogo de pura adrenalina (com todos as repetições e hipérbatos) em que o jogador entra num universo cheio de velocidade e não pára mais, bem, não até enjoar de muito mais do mesmo.
Mas primeiro falarei dos prós. BD, graças a sua magnífica engine (também presente em Black), possui um dos melhores gráficos já presenciados no ps2, do qual é exclusivo. Os efeitos de blur são tão realistas (e forçados) que em certos momentos chega a nos cegar e nos leva a arregaçar a frente do carro contra o trânsito (pobre dele). Os detalhes dos carros são impecáveis, desde o brilho e dos arranhões até a lataria completamente amassada e a eventual explosão do carro.
Mas o grande referencial de BD é a jogabilidade. Nele, é possível todos os tipos de impossibilidades físicas com um carro. Você pode chegar a 300 milhas por segundo, você pode explodi-lo e acabar com um (ou mais) adversário(s), você pode até mesmo voar. A sensação de velocidade é sem precedentes.
BD não tem história, e nem precisa. O seu modo de jogo é totalmente arcade. É um jogo para se divertir e testar reflexos, e mais nada. Seu replay é o que causa a sensação de mau-estar (conotativo) e me fez parar de jogar sem ao menos chegar na série Dominator (o que deve dar o título do jogo). Não tive a oportunidade de testar o modo online, mas tenho vontade. Mas tudo bem, considerem este um review incompleto de um mero jogador casual, que atribui a BD o neologismo de "adrenalizar" tanto o jogador casual quanto o mais hardcore.