Aguarde...
Atualizando...
Portal de jogos - gameLib
 A primeira biblioteca de games do Brasil. anuncie no gameLib - política de reviews  
 pc 
|  ps3 
|  wii 
|  xbox360 
|  ds 
|  psp 
|  ps2 
|  gamecube 
|  xbox 
|  mobile 
|  hardware (breve) 
fóruns  -  conteúdo  -  blogs  -  jogos on-line  -  classificados  -  incluir jogo  -  ajuda (faq)

gameLib » Playstation 2 » Resident Evil 4 » Reviews

Resident Evil 4



A PHP Error was encountered

Severity: Notice

Message: unserialize() [function.unserialize]: Argument is not a string

Filename: reviews/read.php

Line Number: 211

Resident Evil 4 : Reviews :: O terror renasce em grande estilo

  Informações » Visitas: 1123 | Comentários: 0 | Votos: 1 | Enviado 9 meses atrás

O terror renasce em grande estilo
Enviado por cassio em 18/10/2007 às 14:43 (9 meses atrás)

Categoria: Reviews > Playstation 2 > Resident Evil 4

Depois de uma longa espera, muitos adiamentos e problemas sem fim, Resident Evil 4 finalmente chegou às lojas no dia 11 de Janeiro de 2005. Quando o Gamecube foi ligado, todos disputavam um cantinho para poder assistir a versão final de RE4 rodando e, é claro, para estourar algumas cabeças.

Quem acompanhou os previews, vídeos e fotos que foram liberados durante os longos anos de espera já deve saber que o sistema de jogo foi criado do zero, ao contrário dos outros games da série, que reutilizavam as engines anteriores. Apesar de parecer um pouco estranho, essa nova mecânica funciona muito bem e cumpre tudo o que prometeu: somar muita ação e adrenalina aos característicos momentos de suspense e tensão que fizeram da série um sucesso absoluto.

A principal dúvida de muitos jogadores é sobre a tela em Widescreen, que foi usada para permitir ao jogador uma visão total sobre o ombro de Leon na nova perspectiva de jogo. Mesmo incomodando no começo, e algumas poucas vezes depois, não é muito complicado jogar com a tela no formato "Letterbox" e bastam alguns minutos para você entender como as coisas estão funcionando. Quem assiste a DVDs (que na maioria só vem em formato wide) vai entender qual foi a sacada da Capcom ao utilizar esse sistema.

Na hora de jogar, dá para ver que os produtores se esforçaram muito para adaptar os controles ao novo estilo de jogo. Agora é muito mais fácil correr, desviar e atirar nos inimigos - neste último caso, a mira controlada pelo analógico prova-se acima da média e realmente ajuda muito. Para você ter uma idéia, os zumbis reagem, gritam e urram de acordo com o local do corpo acertado: dá para estourar a cabeça deles disparando alguns tiros na cabeça, derrubá-los com balas na perna ou até atirar nas dinamites que eles estão segurando. Cada animação foi tratada minuciosamente e as reações beiram a perfeição - ficam, fácil, entre as melhores para todos os consoles.

O esquema de utilizar o botão A para interagir com o cenário também funciona muito bem. Além de apertá-lo para explorar o cenário, pegar itens e acessar escadas, como nos anteriores, você pode usá-lo para pular cercas, empurrar escadas, pular por vidros e mais uma infinidade de outras coisas. Claro que a interação não é total, como em Half-Life 2, mas ela é muito útil na hora das batalhas - principalmente quando tem de fugir ou sacanear algum desses semi-zumbis.

Essas criaturas, aliás, são outra grande novidade da série. Ao contrário dos "presuntos" dos títulos anteriores, que pareciam ter saído direto de algum filme do George Romero, estes têm inteligência, procuram agir em grupos e sabem usar itens, escadas e até armas. Além disso, eles atacam em quantidades imensas e usam qualquer coisa para se dar bem: moto-serras, picaretas, machados e o que mais tiver pela frente, além, é claro, das tradicionais mordidas no pescoço. Alguns dos bichos ainda são meio lentos, mas não tanto quanto os das versões anteriores. Ao mesmo tempo, eles desviam dos tiros, também correm e dão a impressão de terem alguma inteligência ao mesmo tempo em que agem somente por instinto. Junto desta nova turma monstruosa, estão "remakes" de outros inimigos, como os dobbermans que voltam em uma versão cão-do-mato.

Acima dos semi-zumbis, semi-inteligentes e semi-complicados, estão os chefes. Apesar das batalhas contra esses monstrengos superevoluídos serem mais constantes que nos outros games, também são infinitas vezes mais divertidas. A batalha no lago é muito legal e igualmente difícil, assim como o confronto contra El Gigante e todos os outros inimigos. A utilização de eventos similares aos QTE (de Shenmue) que obrigam o jogador a pressionar botões na hora certa para desviar de ataques, se mostraram essenciais para a dinâmica dos combates. Fora deles ainda existem alguns eventos que usam esse sistema, mas o destaque vai, com certeza, para os chefões.

Falando em dificuldade, essa é outra característica marcante de RE4. Apesar da generosa quantidade de munição que o jogo fornece, a quantidade de inimigos não é tão bondosa, assim como a quase escassez de itens de cura e a rapidez com que sua energia se esgota. Bastam uns três ou quatro golpes para ficar só "no osso" - e, se faltar Herbs, sua única maneira de conseguir um Spray é pagar 10.000 para o "Merchant". Esse vendedor, aliás, é outra adição bem-vinda à série: ele vende armas e itens, faz Upgrades na sua artilharia e compra objetos preciosos, que são encontrados durante a aventura.

O novo esquema de fases mostra remniscências de Devil May Cry, jogo que começou a ser produzido como RE4 e acabou se tornando outro título. Mesmo sendo estranho ver um Resident Evil dividido em estágios, dá para afirmar que isso não atrapalha em nada o andamento ou ritmo do game e é só um método de "marcar pontos" utilizado pela Capcom. Além disso, eles servem como um Save Point extra, então não dá pra reclamar.

Para finalizar a quebra com a tradição, os baús não aparecem nos jogos e você só pode carregar o que couber no seu Case (que pode ser aumentado com o Merchant). Se não precisar mais de um item, o jeito é usar ou jogar fora - nada de guardar para o futuro. Além disso, o inventário funciona de forma muito diferente dos antigos: você tem um determinado espaço e pode encaixar suas coisas como quiser, mas cada objeto gasta um determinado espaço e pode ser rotacionado de forma a permitir o encaixe de outros - quase um quebra-cabeça para quem não gosta de jogar as coisas fora. Quem conhece Diablo, porém, já estará familiarizado com esse novo esquema. As famosas máquinas de escrever são uma das poucas coisas que permaneceram na ativa, só que desta vez não é preciso usar Ink Ribbons para salvar. É só chegar, usar e ir embora. Fácil assim.

O som ambiente é excepcional e se você estiver com um Home Theater ligado, pode se preparar para uma imersão total usando o sistema de som Dolby Pro Logic II. A trilha é espetacular desde o barulho dos passos, dos objetos das vilas e dos animais, até as músicas climáticas e o linguajar em espanhol (RE4 se passa numa vila na Espanha), que ainda inclui alguns xingamentos ao jogador e a tão famosa "Mierda!", um dos gritos dos moradores da vila. A qualidade gráfica não precisa de muitas apresentações: é tudo aquilo que foi visto nas demonstrações e muito mais. O jogo roda a sessenta frames por segundo constantes e traz ambientes e inimigos muito complexos, algo bem acima do padrão - RE4 disputa, com certeza, o título de game mais bonito do Gamecube.

Para aumentar a vida útil do jogo, o tradicional modo extra com minigames e alguns outros segredos foram adicionados - mas, mesmo sem eles, você com certeza teria motivos para jogá-lo mais de uma vez. Principalmente pela trama e pelas partes de ação, que deixam qualquer um vidrado na frente da TV. Resident Evil 4 valeu todos os segundos de produção e fez o que prometeu em seus anúncios: "Revolucionou a série e a colocou em uma nova direção". Este é o melhor Survival Horror de todos os tempos, e um dos melhores games da nova geração. Não precisa ser fã de jogos do gênero para curti-lo ao máximo. Se você gostar de videogame, nem que seja só um pouquinho, não pense duas vezes antes de jogar.

Cadastre-se ou efetue login acima para comentar