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gameLib » Playstation 2 » Shadow of the Colossus » Reviews

Shadow of the Colossus



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Shadow of the Colossus : Reviews :: Tamanho não é documento

  Informações » Visitas: 539 | Comentários: 1 | Votos: 0 | Enviado 10 meses atrás

Tamanho não é documento
Enviado por cassio em 18/10/2007 às 15:44 (10 meses atrás)

Categoria: Reviews > Playstation 2 > Shadow of the Colossus
Dos mesmos criadores de ICO, Shadow of the Colossus é um daqueles jogos tipicamente diferente dos padrões da indústria. Se a metodologia habitual para analisar games fosse utilizada aqui, o título provavelmente receberia uma nota baixa %u2013 mas a soma das partes se prova maior que o todo, e Shadow of the Colossus é mais que um jogo eletrônico: é uma experiência que não deve ser deixada de lado.

O manual e a apresentação já dão uma idéia do minimalismo da aventura: a introdução mostra apenas um rapaz e seu cavalo, levando uma garota sem vida até um templo isolado. Lá, vozes divinas explicam que a única maneira de ressuscitar a amada é destruindo 16 seres gigantescos %u2013 mas que talvez nem isso seja suficiente. E assim o herói parte em sua expedição, ciente de que as chances estão contra ele.

A mecânica do jogo não poderia ser mais simples: as vozes descrevem um monstro, o jogador levanta a espada para que a luz aponte a direção do desafio, e então monta o cavalo e se dirige ao local. Essa locomoção é apenas uma pequena parte da aventura, sem nenhum outro inimigo e alguns poucos obstáculos naturais. E então você verá uma grande sombra ou sentirá um tremor de terra %u2013 e ai realmente começa a aventura.

Como acontecia em ICO, o jogo brinca muito com a questão da escala. O protagonista é apresentado como algo diminuto em meio a enormes planícies, lagos gigantescos e, é claro, seus inimigos colossais. Logo à primeira vista fica clara a idade milenar desses monstros, assim como sua estatura e peso. Eles literalmente são as %u201Cfases%u201D do jogo, cada um deles um desafio próprio.

Cada um desses monumentos traz um desafio próprio. Os primeiros explicam a mecânica básica: encontrar um ponto para escalar a criatura, se apoiando em protuberâncias ou pêlo, e então escalar a criatura até o ponto fraco. Muitas vezes esse processo não é direto, exigindo que você descubra maneiras eficientes de chegar até o ponto fraco com pequenos quebra-cabeças %u2013 algo como as batalhas de chefes de Zelda, mas em uma escala muito, MUITO maior.

Mas nenhuma resenha pode fazer justiça ao triunfo da equipe de Shadow of the Colossus. Palavras dificilmente conseguirão capturar a tensão de manter o botão R1 pressionado para se segurar no pêlo da criatura enquanto ela tenta derrubá-lo, o sentimento de desolação que o ambiente transmite ou a naturalidade dos movimentos do herói e seu companheiro eqüino. O game explora novos territórios e faz isso criando um universo que suga o jogador %u2013 não como Zelda, que oferece muita interatividade, mas com altíssima qualidade de produção e direção artística fora do comum.

É interessante notar que o game explora alguns efeitos especiais avançados, especialmente na parte de iluminação e borrão de movimento, mas traz ainda mais defeitos: taxas de quadros inconsistentes, texturas problemáticas, cenários que aparecem do nada... mas isso tudo acaba tendo um impacto muito menor do que se poderia imaginar. Talvez o defeito que mais incomode seja o fato do rumble, que faz o controle tremer, ser tão discreto em meio a tantos gigantes %u2013 provavelmente uma escolha consciente dos criadores para não deixar as mãos dos jogadores dormindo, mas ainda assim é difícil não sentir falta de uma resposta tátil.

A aventura é relativamente curta, sendo que o game não oferece muito mais do que os 16 monstros a serem mortos. Sim, novas opções oferecem alguns extras interessantes depois de vencer o jogo, mas o maior impacto será definitivamente na primeira rodada. Mesmo assim, a emoção de lutar contra os gigantes em modalidades mais difíceis %u2013 mesmo sabendo seus pontos fracos %u2013 não perde tanto da magia. 

É verdade que Shadow of the Colossus não segue os passos de jogos de sucesso como Resident Evil 4 ou God of War, mas qualquer pessoa com uma mente aberta o suficiente para tentar algo novo não vai se decepcionar com essa inacreditável jornada de coragem, amor e dedicação. Qualquer jogador sério que deixar passar essa experiência estará apenas se privando de uma das ocasiões únicas da fantasia interativa.

Comentários


Enviado por gustavokniest, 2 meses atrás (30/06/2008).

Cássio, vc realmente conseguiu descrever o que senti durante todo o jogo - solidão. O ambiente é desolador, pois nenhum auxílio virá além das escassas informações que os deuses fornecem em algum momento sobre o ser a ser derrotado. Por sinal, outra sentimento que tive durante o jogo inteiro foi tristeza: lutar contra os colossi é algo excitante e instigador, mas ao matá-los dá uma pena desses seres que não se sabe de onde vêm, do que são feitos e o que foi que aconteceu com eles e com esta terra desolada e esquecida pelos homens... Agro é o grande companheiro da jornada: fiel, corajoso, medroso às vezes, engraçado... Meu coração quase sai pela boca quando finalmente consegui chegar no local de enfrentamento do último colosso - vc sabe o porquê... Nem o final do jogo é alegre, parece que a intenção do jogo é mostrar que deve-se resignar-se com a fatalidade da vida, pois mesmo tentando reverter o inevitável, o que acontecerá não será do jeito que se deseja - o final é surpreendente e agridoce.

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