A Konami parece perdida na hora de escolher nomes para o lançamento
americano de sua série de futebol, que já foi chamada de Pro Evolution
Soccer - atual nome oficial europeu -, passou por Winning Eleven e,
neste ano, recebeu um título unificado: Winning Eleven: Pro Evolution
Soccer 2007. Apesar de tanta pompa e de boatos de que esta é,
oficialmente, a décima primeira versão da série, aqueles que
experimentaram o nipônico WE10 perceberão que PES2007 não passa de uma
atualização, mesmo com a apresentação e com os menus inéditos.
Se a primeira impressão é a que fica, então PES2007 é realmente
impressionante. Felizmente, ele não depende só de seus cosméticos para
prender o jogador: as várias modalidades continuam presentes e são
difíceis de enjoar, cada uma com seus méritos. Como sempre, o destaque
vai para a Master League e o modo de edição. Na primeira, você escolhe
um time real, fictício ou cria uma seleção para administrar. Isso
significa comprar, vender e negociar jogadores. Além disso, é
necessário lidar com o cansaço dos atletas, com suas ausências em
viagens para representar seleções, caso sejam convocados, ou lesões.
Como no futebol europeu, são abertas janelas de transferência durante o
ano e você precisa aproveitar este período para reforçar sua esquadra.
A idéia da modalidade é começar em uma divisão baixa e progredir até a
mais difícil e disputada, para se tornar o melhor clube do mundo.
Um pouco mais complicado e dedicado àqueles que gostam de
personalização, o modo de edição permite que você altere praticamente
tudo do jogo: desde estádios até jogadores. Para os craques, existem
opções tanto físicas, como técnicas. Então, com um pouco de trabalho
você pode deixar um time inteiro do jeito que preferir. Agora, se você
não gosta nem de se dedicar à administração de um time ou perder tempo
com edições, pode jogar as outras copas, ligas ou participar de
amistosos ou jogos contra outras pessoas. E, neste ponto, WE é
imbatível.
Quando a bola rola, o equilíbrio entre as partes e a movimentação
provam que a Konami não é líder no mercado de futebol a toa. Mesmo com
times díspares ou jogadores com níveis técnicos totalmente diferentes,
é difícil sair uma goleada inexplicável ou um time dominar
completamente o outro, assim como na vida real. Mas não pense que as
zebras são comuns e, por isso, o treino e a escolha de times bons têm
influência direta sobre os resultados.
Nesta versão, o meio campo ganhou maior importância - seguindo a
tendência do futebol mundial - e os dribles estão mais contidos. Para
criar boas oportunidades de gol, o bom de uso de passes e enfiadas de
bola é fundamental. Além disso, saber inverter o lado do campo pode
render boas oportunidades de ataque pela lateral. Para quem defende, a
zaga é bem mais inteligente e a cobertura funciona de forma eficiente,
tanto no modo automático quanto no de marcação dupla, ativado com
botões.
Para os atacantes, a vida continua boa: as cabeçadas, quando
certas, são muito eficientes, os chutes e fintas no goleiro continuam
ótimos, principalmente depois de dominá-los. Por outro lado, os
arqueiros saem melhor e dão menos bobeira, principalmente nos gols por
cobertura, outrora frequentes.
As diferenças entre o PS2 e o X360 se limitam aos gráficos e à
Intenet. Em ambas, o console da Microsoft fica na frente. Ele conta com
suporte a HDTV e a partida funciona em 60fps, com quedas sensíveis nas
aproximações de câmera, como nos gols. Além disso, a Live marca
presença e promete, de vez, melhorar a interação entre a série e a
internet, famosa por problemas constantes.