Mate, assista, mate, assista, pilote, assista!

Por: sergio sampa
Killzone 3 | 25/03/2011 16:51:22 5 / 1

"Killzone 3", o primeiro jogo para PlayStation 3 totalmente em nosso Português do Brasil, foi dissecado pelos redatores das forças especiais do gameLib.

Descubra o que mudou, comparando com os jogos antigos, as boas surpresas e as não tão boas. Detalhamos tudo, sem papas na língua!

Para completar a trilogia da série "Killzone", a Guerrilla lançou a terceira edição. Nos jogos anteriores, os Helghasts foram derrotados no ataque à Terra e depois em seu próprio planeta, conhecido como Helghan. Agora, os soldados terráqueos do ISA têm de sair do planeta inimigo com vida e, com certeza, essa não é uma tarefa fácil.

O primeiro "Killzone" surgiu como um "Halo-killer" e acabou ficando abaixo do esperado. Os gráficos não eram tão espetaculares como foi prometido e a jogabilidade, mesmo sendo boa, não era excepcional.

Em "Killzone 2" muitas melhoras foram feitas. Os gráficos finalmente atingiram um nível surpreendente, sendo dos melhores para PS3 ainda hoje. A jogabilidade melhorou, mas hoje em dia já está defasada em relação a outros FPS, como "Call of Duty" e "Bad Company".

Por isso mesmo, a Guerrila precisava criar um novo game para estar no mesmo nível dos FPS já existentes. Uma melhora óbvia foram os gráficos, estão muito melhores e aparentam estar no limite do console. É dificil ver uma textura borrada próxima de você, tudo está muito bonito e existem vários truques e efeitos para "economizar processamento de um lado e caprichar do outro". Tudo muito bem executado e pensado, usando a estrutura do PS3, o que garante uma qualidade que só os jogos exclusivos podem ter.

A jogabilidade está muito superior, mais ágil e com um sistema de mira mais inteligente. Mesmo que pareça "ajuda demais", quando você ativa a mira aproximada, o jogo dá uma ajeitadinha e aponta bem no inimigo caso você tinha mirado próximo a ele. E quando você tenta mirar num inimigo manualmente, ao chegar com a mira perto dele, ela também se ajeita.

Pode parecer que desta maneira fica muito fácil, mas não é bem assim, os inimigos têm uma inteligência artificial bem complexa. Muitas vezes, quando você consegue mirar num inimigo, ele se reposiciona, agacha, muda de parede, etc., e quase nunca volta para a posição inicial, te obrigando a caçar novamente.

Em "KZ2" não existia essa ajuda com a mira e ficava muito mais difícil acertar na marra. É nessas horas que um jogador de PC imterrompe a conversa e diz que prefere FPS no PC porque teclado e mouse têm mais precisão. (O pior é que ele está certo!)

A configuração de controle é muito boa, ela atende a todos os recursos propostos pelo jogo e, se você parar para analisar, verá que foi bem pensada. A partir do segundo game, a franquia "Killzone" absorveu ideias dos melhores jogos de tiro do mercado para console: "Call of Duty", "Halo" e "Gears of War". Você corre apertando o analógico, recupera sua vida ficando parado, ganha zoom ao usar mira e usa sistema de cover (esconder e atirar) e "vault" (saltar por cima) em pequenas muretas.

De início, quem está acostumado com o sistema "mirar com L1 apertado e atirar com R1" vai estranhar muito mirar com o R3 e ter que apertar o mesmo botão para sair da mira. Com o tempo, você percebe o quanto isso é útil já que o L1 é usado para cover. Então, você deve segurar o L1 para "grudar" na parede, apontar com o analógico qual dos cantos ira ficar e aí apertar R3 para ativar a mira. Com a mira feita é só atirar. Qualquer outra configuração fica muito menos intuitiva. Para os fãs de "CoD", existe uma configuração que deixa os comandos parecidos, mas não funciona tão bem, a menos que se ignore o sistema de cover, mas fazer isso em "Killzone 3" pode ser chamado de suicídio.

Tradução e dublagem

Como todo o mundo ficou sabendo, a Sony arregaçou as mangas e, além de traduzir falas e menus, dublou o game. Esse é um assunto muito polêmico, discutimos aqui várias teorias, mas a verdade inegável é que a dublagem não ficou legal porque não quiseram investir muito.

A qualidade da dublagem brasileira está entre as melhores do mundo, mesmo que grande parte dos brasileiros não goste. Os atores que dublaram são completamente desconhecidos, talvez nem atores sejam. O que se sabe é que a Sony dublou tudo nos EUA e você tem a impressão de que eles pegaram o primeiro brasileiro que eles viram andando por lá e colocaram para ler as falas.

São muitos personagens no game. Algumas vozes convencem, outras ficaram sem expressão. No geral, não passam ideia alguma de que a Sony esteve realmente preocupada em mostrar um trabalho digno de um clássico.

Alguns defendem que essa dublagem foi somente ou teste, ou que a Sony investiu pouco para ver se daria certo e assim poder investir mais num futuro lançamento. É uma teoria infundada, afinal, pra que gastar dinheiro com coisa ruim? Esse fator não deveria ser feito da melhor forma possível, já que a ideia é fazer com que ele venda consoles também? Agora imagine que a Sony realmente fez de qualquer jeito. Se o jogo vendesse bastante, eles iriam mesmo se preocupar em fazer algo melhor num futuro lançamento, se o atual jogo vendeu bem com qualidade ruim?

Não há desculpa. Posso ser tachado de chato ou reclamão, mas a Sony comeu bola nesse quesito. Basta ver "Halo 3" e "Starcraft II" que foram dublados em português. Eles têm uma qualidade muito superior, mesmo sendo a "primeira tentativa" de suas respectivas empresas. Se eles puderam ter qualidade na primeira vez, por que a Sony também não pode ter qualidade?

Modo "sing player"

Você pode não ter visto, mas o modo single player existe. Talvez você até tenha teminado esse modo e não reparou, já que ele é tão curto.

Como já foi dito, a história do game é sobre a fuga do Soldados ISA do planeta Helghan. Esse pano de fundo para o jogo acabou não gerando boas ideias para uma campanha mais eloborada. Poderia ter sido, mas é simples.

Você corre, mata uns inimigos, corre mais um pouco, mata outros inimigos. Então aparece algo diferente, como usar jetpack ou pilotar um veículo de alta tecnologia, e volta para o "mata e corre". Nem mesmo existem chefes épicos, não estou me referindo a batalhas com "Active Time Events", mas ter algum inimigo que te force a modificar sua tática de ataque de vez em quando é bom para a experiência do "single player".

Sou um jogador mediano em FPS, demorei cerca de 6 horas para acabar o game e dizem que jogadores mais experientes terminam em 4. Esse tempo é o necessário para chegar na metade de "Killzone 2", para se ter uma ideia. A conclusão a que se pode chegar é que "KZ3" foi feito muito mais pensado no multiplayer, como é o que tem acontecido com os jogos desse gênero hoje em dia.

A série "Killzone" nunca foi conhecida por ter uma campanha inovadora, mas os dois primeiros jogos tinham muito mais tempo de duração.

Senti falta de alguns fatores que eram bem legais no primeiro game, como a seleção de personagens. Você escolhia entre quatro personagens bem distintos, cada um com características e armas próprias. Entre eles havia até mesmo um mestiço de humano com helghast. Mas tirando Templar e Rico, os outros foram esquecidos nas continuações. Em "KZ3" tudo o que você faz é passar as fases com o personagem que o jogo disponibiliza.

Multiplayer

Jogando on-line ou com os bots, o multiplayer é o mais divertido do game. Existem muitos modos diferentes e vários mapas diferentes. Para se ter uma ideia o Team Deathmatch suporta 16 jogadores, o Warzone, 24 jogadores e o Operations, 16 também.

Elementos do modo single estão presentes nas missões do Multiplayer, como proteger um local, invadir ou derrotar todos numa certa área do mapa. Infelizmente não tive muito tempo para testar o game e não me aprofundei muito, mas, se eu pudesse, jogaria muitas horas no modo multiplayer.

Controlando o Jetpack

Essa foi uma característica nova que foi muito divulgada durante o desenvolvimento do game. E controlar o jetpack é muito legal. Os comandos ficaram bem realistas e precisos, fora que você tem metralhadora infinita durante o uso. Mas como a esmola estava sendo demais, nas horas que você usa o jetpack, os inimigos aparecem com as melhores armas que podem de derrubar rapidamente.

Talvez para fazer durar mais o tempo que você utiliza o jetpack, resolveram adicionar umas partes de "plataforma" no game, te forçando a ficar pulando alguns icebergues ou plataformas danificadas. E, claro, caindo no buraco você morre. Só faltou arrancar cogumelos de canos verdes ou bater em tartarugas voadoras.

Pelo menos para compensar, próximo ao fim do jogo você tem uma longa batalha vestindo sua "roupa-de-matar-voando".

Água mortal

Cair na água nesse game te mata.... me recuso a comentar. Isso é ridículo.

Chefes finais

Não é exatamente um chefe final. Perto do fim você enfrenta um tanque gigante com pernas mecânicas que não dá nem um pouco de adrenalina. Talvez se a máquina tivesse algum papel importante na trama seria um combate mais memorável, como os Metal Gears na série de mesmo nome.

Bugs

Durante minha campanha notei algumas coisas que me deixaram chateado. Logo quando você pega o jetpack, você deve ir a uma espécie de fábrica suspensa na água que você irá explodir em breve. Pulando na plataforma seguinte, você vê uma plataforma à direita que facilita para chegar ao chão da fábrica e ao lado esquerdo existe um meio de chegar na fábrica sem passar pela plataforma, onde não existe nada que te impeça de ir como uma grade ou placa de metal.

Só que não dá para ir por esse caminho pois EXISTE UMA PAREDE INVISÍVEL. Pô, Guerrila! Parede invisível em game 3D é da época do PSOne! Resumindo: você acaba de ganhar o jetpack, que te dá liberdade total pelo cenário e dá de cara com uma parede que pode ser chamada de "preguiça de programação".

Outra coisa esquisita: algumas vezes, ao enfrentar inimigos com jetpack, eles simplesmente voaram para um lado onde não havia chão, seus impulsos acabaram e eles afundaram na água... Triste, muito triste.

Um travamento esquisito aconteceu logo após a destruição da fábrica no gelo. Eu tinha que ir para outro lugar, passando por três icebergues e, ao pisar no primeiro deles, o jogo travou me forçando a reiniciar o console. Tome mais cuidado da próxima vez Guerrila, ou pelo menos lancem um patch de correção urgente!

Finalizando

"Killzone 3 versão nacional" tem seus pontos fortes: a jogabilidade é muito amigável, o controle do Jet Pack é legal e podemos ver um jogo falando nossa língua. Infelizmente existem alguns erros que impedem que esse seja o melhor lançamento do PS3 do ano.

Vamos torcer para que a Sony dê mais atenção para os próximos jogos de peso do console e que assim tenhamos traduções melhores. Killzone é um colírio para os olhos e vale pelo multiplayer, mas o single é desastrosamente curto e repetitivo.

NOTA: 7.5

BETA
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heitor00888 em 08/07/2011 15:44
lol
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weslley em 29/03/2011 21:32
krustyjr disse:
o jogo é muito bonito...e vamos de exclusivos pois o Crysis....
é...
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krustyjr em 26/03/2011 13:39
o jogo é muito bonito...e vamos de exclusivos pois o Crysis....
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GamerThuane em 25/03/2011 19:54
Notei que o titulo está meio repetitivo....brincadeira!
Esse jogo deve ser demais, acho que foi o melhor lançamento de agora.
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Renato12 em 25/03/2011 17:35
Certo,Acho que a Guerrila errou muito pelo que você escreveu.sendo assim,Battlefield 3 Sera Melhor.
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Ficha técnica
Gênero:
FPS
Lançamento:
24/02/2011
Desenvolvedor:
Guerrilla
Distribuidor:
Sony
Plataforma(s):
PS3
Terceiro jogo da principal franquia de tiro do PS3. O game chega em fevereiro de 2011.
7.5
8.5
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