Enviado 9 meses atrás por ghosty - 0 comentário(s)
Magnífico esse artigo
de Roger Tavares, reúne num só artigo todo o pensamento
pró-videogame atual: o de que o videogame não é
apenas um vício.
O videogame é discriminado, e por muito
tempo será, mas a questão é: até quando?
Medidas como essa última que proíbe o Counter-Strike e
o Everquest no Brasil são revoltantes. Até quando a
comunidade gamer, o gamer, a indústria gamer, etc serão
ignorados e taxados de "malefícios à saúde
pública"?
Será que está sendo
constituída uma nova geração? Uma geração
que surgiu da 1ª geração de gamers. Uma geração
que passe esse costume para os seus filhos, não como uma forma
gratuita de puro entretenimento, mas como uma forma de arte, de
expressão. Uma geração que saiba passar os bons
games, e não mais e mais GTA's e CS's para jogar com os amigos
na Lan-House.
Não há nada como jogar fliperama
no bar da esquina com a molecada, mas será que os games não
são mais do que isso? Será que não há
algo de poético em jogar Zelda, assim como há algo de
poético em peças de teatro? Será que não
há algo de filosófico em jogar Half-Life, assim como há
algo de filosófico no cinema alternativo?
Tenho certeza
de que há, assim como tenho certeza de minha alma. Existe algo
de filosófico nos games, assim como algo de científico
e de poético, assim como algo de puro entreter e de 'viciar'.
Pesquisas como a de que médicos-cirurgiões
que jogam videogame têm mais habilidades do que os que não
jogam são revigorantes, com certeza. Os especialistas que dizem
que os videogames nos inspiram o pensamento científico são
heróis para nós. É claro que também
existem pesquisas sobre os efeitos 'nocivos' dos games, mas eles são
redundantes, aplicáveis até mesmo aos filmes.
Mas devemos jogar videogame por que eles nos
deixam mais inteligentes? Por que nos deixam mais habilidosos? Por
que podemos 'descontar' a nossa raiva do dia-a-dia? Ou então
para nos enganarmos achando que estamos emagrecendo com métodos
'revolúcionários' como o Wii. Como toda forma de
cultura, devemos utilizá-la porque, essencialmente, gostamos
delas. Não ficamos exponencialmente mais inteligentes depois
de assistir um filme que nos faça pensar, não mais do
que os videogames, pelo menos.
O que importa é que os games, em geral, nos
fazem pensar, nos fazem sofrer em procurar uma solução,
uma resposta, e que os videogames, e só eles, como arte (além
da própria vida), nos fazem decidir, escolher entre aquela
tarefa ou outra, entre aquele caminho ou outro, entre aquele game que
nos faz simplesmente resgatar nossos instintos primordiais como
violência e sexo, ou aquele que nos faz refletir sobre questões
mais importantes e atuais.
PS: Um jornalista bem famoso nos EUA, Steven
Johnson, lançou um livro chamado Surpreendente! - a Televisão
e o Videogame nos Tornam Mais Inteligentes (Editora Campus). Ainda
não li esse livro, mas depois de ter lido uma pequena
entrevista
com o autor, eu tive vontade de lê-lo.
Enviado 9 meses atrás por ghosty - 0 comentário(s)
Antes que falem que esse post não tem nada a ver com games - já que se trata de uma 'simples' série - eu coloco como título uma afirmação do jornalista Carlos Alexandre Monteiro, o cara por trás do blog Lost in Lost. É que o Lost redefiniu a maneira como nós assistimos a TV. Tudo bem, você pode até dizer que esse monte de ARG's (jogos de realidade alternativa) que a produtora do Lost lançou é puro 'merchandising', mas eu acho que tudo isso é muito enriquecedor. E a maneira como as pessoas interagem com essa série já deixou marcas indeléveis na história.
Na reporagem do caderno Link, do Estadão, quando foi perguntado se quem não joga os ARG's de Lost pode perder algo de muito importante, ele respondeu o seguinte:
Uma frase que, para mim, resume a série foi dita pelo Carlton Cuse, um dos produtores: ?Lost
é uma grande estação de esqui?. Tem o principiante, que só quer ter o
prazer de descer a montanha. Esse é o cara que vê pela TV e sabe que
Locke é o careca e Hurley, o gordinho. Mas se você quer ter uma descida
radical, com obstáculos, também pode.
Citação memorável:
"O espectador assiste à série como quem joga um videogame. Ele ganha
mais poder, armas e informações à medida que avança", diz o professor
de TV e cinema David Lavery, da Universidade Brunel, em Londres, e
autor de Desvendando os Mistérios de Lost, que está sendo lançado no
Brasil. - Na reportagem de capa da Superinteressante de Fevereiro do ano passado.
Conclusão
Temos os ARG's, a interação e um jogo que está para lançar que já está sendo muito bem elogiado, o Lost: Via Domus - previsto para o dia 26 de fevereiro (até no brasil !) para PC, X360 e para Wii, posteriormente. Enfim, Lost tem tudo para viciar os gamemaníacos.
Enviado 9 meses atrás por ghosty - 0 comentário(s)
Já faz um tempo em que não posto nada, é verdade, então nada mais justo do que postar sobre as melhores nomeações dos melhores jogos do ano passado. Lá vai:
O Gamespot traz um dossiê bem completo do ano passado. Primeiro, tem uma análise das notícias do ano, o que rolou nas publishers e tal; depois as realizações especiais, como melhor história e gráficos; honras 'duvidosas', como jogo mais desampontante e o pior jogo que todos jogaram; prêmio por gênero ; por plataforma; e, finalmente, melhor jogo do ano, este com 10 indicados ao ivés de cinco. Além disso, a escolha dos leitores, que teve como grande diferença a escolha do Call of Duty 4 para melhor jogo do ano (os editores escolheram o Super Mario Galaxy, como já era de se esperar).
Essa premiação ainda não ocorreu, mas no link da Gamespot mostra os finalistas, nada muito diferente do Best of. Mas deve-se levar em conta que esta é a premiação oficial da Academia de Artes e Ciências (wow!), com direito a piadas no palco e tudo, bem aos moldes do Oscar, mas sem a greve dos roteiristas (ainda bem que não chegamos nesse nível, ainda).
Tomara que um dia tenhamos uma premiação tupiniquim, e para jogos tupiniquins. Parece mais promessa de ano novo huahsauhs. Que 2008 seja um grande ano para os gamers, que venha Spore, que venha GTA IV. Adeus ano velho...
Enviado 11 meses atrás por ghosty - 1 comentário(s)
Finalmente eu botei as mãos num wii, ou melhor, num wiimote. É simplesmente revolucionário, a jogabilidade é muito intuitiva e o console vem arrecadando bons games. Até agora só joguei esses três games (apesar de que todos eram japôneses):
Wii Sports - incluído no pacote, vem com 5 jogos de esportes diferentes (tênis, boliche, golf, boxe e baseball) e é bem divertido, mas se não for multiplayer enjôa rápido;
Super Mario Galaxy- impressionante e imersivo,é impossível não se divertir com esse jogo. Simplismente viciante. E o melhor, você não precisa ficar 'pulando' e se 'mechendo' como você deve imaginar nos jogos do wii.
The Legend of Zelda: Twilight Princess - jogabilidade inovadora. Embora eu não tenha conseguido aproveitar nada (língua maldita! ahusha)
O Wii é um fenômeno mundial. "Em menos de um ano, o Nintendo Wii vendeu mais de 10 milhões de
unidades no mundo (um recorde) e virou o videogame de maior sucesso da
atual geração, deixando na poeira os poderosos Xbox 360, da Microsoft,
e o PlayStation 3, da Sony", segundo uma matéria da revista Superinteressante de outubro. Essa matéria é muito boa, ela mostra como Wii evidenciou um fenômeno: a escolha pelos jogos casuais e simples, em contraste com os complexos e 'hardcore'. Ela também questiona sobre uma teoria de que as empresas no futuro optarão por jogos simples em detrimento das obras-primas (leia-se Half-Lifes, Halos, etc)
Wii é o console mais versátil que eu e provavelmente a indústria já vimos. Modders estão usando o wiimote (como ele usa bluetooth) em notebooks e computadores para inovarem em jogabilidade, teoricamente, em qualquer jogo para PC.
Enviado 11 meses atrás por ghosty - 12 comentário(s)
Hoje eu li um post
no blog Second Life Blog, postado no último dia 11, e não aguentei,
esse post foi o estopim para a minha tão revisada idéia de, vamos dizer
assim, 'abstenção de pirataria'. Nesse post o autor, Pedro Burgos,
defende as vantagens do produto original, e destaca uma: a menor
quantidade de games, no caso, piratas, e o conseqüente aprofundamento
do gamer nos seus poucos jogos, no caso, originais. Talvez ele não
tenha conseguido expôr muito bem a idéia se baseando apenas nesse
critério. Bastou só isso para uma jorrada de comentários chulos e sem
embasamento dos 'fundamentalistas da pirataria'.
Quase não aguentei ler tanta bobagem nos comentários, alguns defenderam a famigerada idéia do nosso ilustre ministro da cultura, Gilberto Gil, de que a informação (todo tipo de informação) deve ser compartilhada, outros de que a pirataria se justifica por causa dos nossos impostos, e teve um que até defendeu a esdrúxula idéia de que os preços dos games e consoles originais só são tão altos porque existe público para eles, e que todos deveriam boicoteá-los. Muitos partiram para ignorância, mas nem tudo está perdido, alguns até defenderam o autor.
É por causa dessa cultura infame que as publishers não vêem interesse no nosso mercado (por sinal, muito grande).
Pois bem, lá vão alguns motivos para não financiar/defender o mercado paralelo:
Motivo sociológico 1 - Financiamento do crime
Não tem como negar, comprar produtos piratas só financia o crime e os criminosos, é a velha história do drogado que financia o tráfico de drogas (tomara que apareçam alguns comandantes Nascimento dos gamers). Mas aí vem a questão: a taxa tributária brasileira é muito alta. Bom, desde que você não queira sempre viver num país "subdesenvolvido" (desculpe, não achei outro termo), com certeza a pirataria não vai ser a solução.
Motivo sociológico 2 - Uso indevido de propriedade intelectual/altoral
Eu acho que quando compramos produtos piratas devemos pensar seriamente na empresa/pessoa/equipe por trás dele, embora eu apoie o OpenSouce. Tudo bem, eu concordo que em alguns nichos as empresas são bem monopolizadoras e sacanas, e às vezes bem que merecem um belo boicote. Mas esse não é o caso do mercado de games, nós temos acesso a uma vasta gama de empresas.
Motivo técnico - Diminuição da vida útil dos aparelhos eletrônicos
Você deve já deve saber dos riscos de alguns produtos piratas, não? Alguns da área dos games: as irregularidades de uma mídia (CD, DVD, etc) imperfeita pode sim diminuir a vida útil da leitora, isso é comprovado. Fora os cracks que podem vir com vírus.
Motivo filosófico 1 - Alguns extras que só o original pode te dar
Na maioria dos jogos, você só consegue jogar o multiplayer contando com um serial válido, mesmo que existam vários dribles (programa hamachi, serves piratas etc). Nesse quesito, eu apoio a Valve (produtora do Half-Life 2), que só permite a instalação do jogo com acesso à internet e multiplayer apenas por sua plataforma Steam (aliás, ótima loja online de games, se você tiver um cartão de crédito internacional, lógico). Se os jogadore não querem por bem, então...
Fora os extras 'físicos': boxes, manuais, edições especiais e de colecionador, enfim, um monte de baboseiras que só um gamer poderia glorificar.
Motivo filosófico 2 - maior dedicação
Convenhamos, jogar em servers piratas é um saco, só lag. Procurar cracks também é um saco (só poder jogar com mídia no driver idem - no caso dos pcs). Isso tudo causa no jogador 'semi-casual' um certo desconforto. Se ele compra um jogo original (principalmente se for um gamer bem-informado que não caia em 'ciladas') realmente bom, com certeza ele dará uma dedicação maior a este. Eu falo por experiência própria. Não tem nada mais prazeroso do que estender o tempo de vida de um game por meio de mods etc.
Enfim, devem ter uma infinidade de motivos a mais. Não quero ofender
ninguém, talvez eu até esteja errado. Cada um tem o seu modo de pensar.
Não acho que dinheiro também justifique a pirataria. Se a pessoa tem R$10 (idem se tiver dinheiro para uma boa conexão de internet) pra comprar um jogo pirata e possui uma coleção desses, com certeza pode comprar originais. Não acho que seja um sacrifício tão grande comprar apenas um jogo orinal ao invés de 10 piratas.
Tem uma idéia bem interessante, de que se é tão impossível assim comprar só originais, a pessoa podia pelo menos 'racionar' piratas: por exemplo, comprar um original a cada 3 piratas etc.
Bem, só tenho a dizer que essa história não acaba por aqui.
Yahee!*, queridos contemporâneos que estão lendo estas crônicas. Tenho grande felicidade em dizer que, depois de muita luta, nós temos Roma! Acabamos com duas facções - a Bretanha e o Senado Romano - e existem mais três quase que exterminadas - a Dacia, os hispânicos e os gauleses, esses vermes dos quais conquistamos toda a Gália.
Não tive a glória de entrar em Roma e talvez nunca tenha, mas tenho certeza de que meus antepassados estão cantando de alegria no outro mundo. E isso é muito regozijante, quando eu chegar lá serei recebido com muitas congratulações.
Minha última missão em vida será conquistar toda a Espanha e avançar rumo à África. Em meu governo, nossa facção se expandiu por quase toda a Itália e ruma ao Oeste. Meu maior legado será a rivalidade com os Brutii, Scipii e Scythia. Espero que meu sucessor tenha competência o bastante para desafiá-los e chegar até o Egito, o verdadeiro centro do mundo.
Top 5 do Mundo (Germania - Roxo)
*[sabe-se lá como os povos germânicos interjecionavam]
Sempre que tenho um tempo sobrando prefiro gastar com clássicos do que com mais do mesmo. Resolvi jogar Outlaws, um FPS western de 1997 que nunca tive paciência de terminar. Bem, depois de umas 4 horas, cheguei ao final da campanha e escrevi um review.
É claro que, para os moldes de hoje, o jogo chega a ser tosco do ponto de vista geral, mas continua tendo sua magnitude para mim. Aspectos como IA e gráficos chegam a decepcionar hoje, mas sua trilha sonora continua marcante, talvez porque esse aspecto não tem muito a evoluir. Ou porque Outlaws chegou ao estado perfeito da arte.
Também achei um ótimo guia no GameFAQs. Talvez eu o traduza um dia e coloque aqui no GL.
Gostaria que sim, mas quem faz essa afirmação não sou eu, mas o site GameRankings.com, excelente site que traz uma relação de todos os últimos reviews de games que rolam nos sites mais importantes (em inglês).
Depois do que eu li sobre esse jogo tive mais vontade de jogar um Wii (e, quem sabe, comprá-lo), mas, depois de ver o preço oficial brasileiro no site da Fnac (R$240,00) deixei as fantasias de lado um pouco.
Confiram o Top20 do GR - uma das maiores misturebas que eu já vi - só não achei justo ter os mesmos títulos de plataformas diferentes:
Com certeza esse pacote é um fenômeno. Podem reclamar da Valve, que ela demora meia década para UM jogo, que ela não cumpre suas promessas, que ela é vendida pra EA (essa eu inventei agora). Mas não tem como reclamar desse pacote. Só o Portal já valeria a pena, só o TF2 já valeria a pena, só o HL2Ep2 já valeria a pena, talvez o Ep1 não, mas quem liga?
Sou pioneiro na minha facção em deixar notas e memórias, meus antepassados não pensaram nisso antes de mim.
Meu nome é Ricburgis, o poderoso. Não é a toa que possuo esse "sobrenome". Após vários verões e inúmeros invernos ajudei a expandir o nosso vasto império, juntamente com nosso querido líder que acabou de se juntar às almas de nossoas antepassados.
Já possuimos 11 províncias e estamos expandindo. Depois de vários anos e lutas, estamos lutando contra as facções Britain, Gaul e Julii. Nos últimos, havíamos confiado que iriam nos deixar com nossa cidade conquistada dos gauleses (Patavium) em paz e nos dariam liberdade militar por seus territórios.
Esse é o nosso império, até agora.
Próximas metas: expandir o império por toda a Gália, Bretanha e Itália. Provavelmente não estarei vivo para presenciar tal fato, mas com certeza nós, germanos, estaremos e, na outra vida, continuarei lutando por nós!