O que parecia ser só mais uma noite de entrega dos Oscars dos melhores de 2007, com Jon Stewart cheio de piadinhas e boas sacadas, resultou em uma divertida propaganda do Nintendo Wii com o anfitrião jogando alguns segundos do famigerado WiiSports após um dos intervalos.
Confira o trecho via, é claro, YouTube, porque ver Jon Stewarts jogando Wii no Oscar 2008 definitivamente não é uma coisa que acontece todo ano na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
E a discussão da vez não é outra senão a engraçada falha nossa da Gamestop, uma "senhora loja de games" americana, em divulgação da Nerf Case.
A Nerf DS Case, como você pode ver na imagem ao final do post, é um ideal "porta-treco" para o seu querido Nintendo DS. Mas o anúncio cai em contradição quando você olha uma segunda vez e percebe que há um R4 guardado nela - sim, olhe de novo, na parte iluminada em destaque.
Para quem não sabe, o R4 tem o tamanho de um cartão de jogo comum do DS e serve para, principalmente, rodar jogos do portátil da Nintendo baixados gratuitamente na internet a partir de um Micro SD card. Existem outros "flashcards" deste tipo, como o M3 e o G6, sendo o R4 um dos mais populares hoje em dia.
Então você olha a foto e a reação é: legal, mas, dãããã, se eu tivesse um R4 como na foto eu poderia simplesmente jogar a case no lixo, já que todos meus jogos poderiam ser armazenados nele.
Tudo bem que um cartão desses tem outras funções como exibir imagens e ouvir músicas, mas é impossível não associá-lo como uma arma para jogar Super Mario pirata (ou qualquer outro).
Com o flashcard se infiltrando na foto, a propaganda da Nerf Case gerou muitas teorias nos fóruns gringos da vida. Um usuário do Kotaku, por exemplo, defendeu a tese de que tudo o que eles queriam era passar a mensagem de "nossa bolsa pode até carregar seus jogos ilegais de DS".
Se foi um erro ou algo proposital, nunca saberemos, mas que de certa forma promoveu a pirataria, promoveu.
[Não, este não é um post contra a Nintendo nem ista ]
O Nintendo Wii é o console mais vendido do mundo e vem recebendo novos títulos constantemente - a maioria deles para um público casual, é verdade.
De remakes como Okami, passando por jogos da própria Nintendo como Super Mario Galaxy e até exclusividades third-party como No More Heroes; o pequeno revolucionário tem sido um verdadeiro gigante em termos de concorrência de vendas para o Xbox 360 e o PlayStation 3.
Mas o que dizer da qualidade dos jogos em uma perspectiva de quantidade? O jornalista Matt Matthews fez uma matéria com um resultado bastante curioso sobre o tema - confira a integra aqui.
Matthews realizou uma pesquisa aprofundada no site Game Rankings para descobrir qual plataforma de nova geração mais tem jogos com ótimos reviews sob um contexto geral. Talvez o resultado não lhe surpreenda tanto assim - visto que a fama da Nintendo é a de que os jogos de nível "excelente" são dela própria (first-party).
Como podemos observar no gráfico acima, o Wii amarga a última posição em notas de reviews. Não que nota signifique muita coisa, mas a pesquisa é interessante, não?
Eu poderia me aprofundar mais no assunto, mas no momento uma reflexão basta: todo mundo sabe que o videogame da Nintendo tem jogos incríveis, mas até quando vamos ver essa onda de lançamentos também trazendo muita porcaria para a praia?
Em outras palavras, as possibilidades infinitas de se criar títulos casuais para o console, "motiva" outras produtoras a fazer joguinhos extremamente fracos com o tema (em geral) de minigames, puzzles e afins.
Será esta a assombração que todo videogame "popular" precisa carregar? - vide o PlayStation e PlayStation 2 com sua biblioteca de "zilhões" de títulos e "trocentas" coisas ruins.
Voltando ao artigo de Matt Matthews, ele conclui dizendo que "Talvez os jogos de Wii têm notas baixas em reviews porque nós, como indústria, ainda não sabemos o que faz um bom jogo de Wii".
Quando o primeiro vídeo oficial foi divulgado confesso que fiquei com os olhos brilhando de empolgação. A versão Wii de Winning Eleven: Pro Evolution Soccer 2008 promete lhe obrigar a evoluir todos os seus conceitos sobre a série.
Isso significa que se você pensava "manjar tudo de Winning Eleven", com certeza se sentirá desafiado a experimentar esta nova maneira de jogar. Por outro lado, para aquele que nunca gostou de futebol nos games, a aceitação pode ser bastante imprevisível - uns vão pendurar a chuteira no meio do caminho por causa da extrema complexidade dos comandos, outros vão gostar como nunca gostaram de um WE antes graças ao controle e precisão de lançar a bola para onde quiser.
Enfim, se a Konami colherá bons frutos ou não só o tempo dirá e é bem difícil prever. O fato é que "curiosidade" será a palavra de ordem. Primeiro porque os nintendistas e donos de consoles Nintendo em geral são indiscutivelmente carentes da franquia Winning Eleven há anos. Segundo porque a fórmula de jogo é diferente de tudo que já vimos. Terceiro porque... ora, terceiro porque eu sei que você adorava International Superstar Soccer do SNES/N64 e fez de tudo pra conseguir uma cópia do raríssimo WE6 do GameCube. Hands-on cheirando a hype
Martin Robinson, da IGN UK, escreveu ontem um hands-on reverenciando e exaltando PES 2008 Wii. Para saber de tudo minunciosamente, clique aqui.
Basicamente, eles se apaixonaram pela nova fórmula do jogo e garantem a cura definitiva de qualquer desapontamento que as versões do Xbox 360 e, principalmente, PlayStation 3 causaram.
"Parece que a Konami produziu um dos melhores avanços na série até hoje. O que a versão Wii de Pro Evolution 2008 promete é um controle sem precedentes tanto com bola quanto sem bola". O preview também não só recomenda mas diz ser absolutamente necessário o uso do tutorial.
Os dribles podem ser executados com o analógico do Nunchuk ou com o pointer na tela. O botão de passe ficou a cargo do gatilho B e, para chutar, basta uma balançada no Nunchuk - a barra de força do seu chute será medida pela intensidade da sua chacoalhada no controle -, o que me faz pensar se chutes por acidente não acontecerão em momentos de empolgação do multiplayer.
Por falar em chutes, lançamentos em profundidade têm tudo para serem aproveitados ao máximo, graças à visão de jogo nunca encontrada antes e sua liberdade de controlar jogadores sem a bola e mandando a redonda exatamente para o espaço aberto que queria.
Parece confuso controlar a bola e ao mesmo tempo mandar múltiplos jogadores para onde quiser, acionando-os com o cursor do Wiimote, mas o hands-on da IGN garante que após um bom treino e exercício do cérebro tudo se tornará efetivamente parte integrante das partidas.
Infelizmente a Master League foi substituída pela Champions Road, uma versão um pouco mais imersiva do single-player simples, em que você cria um time dos sonhos e participa das melhores competições.
Como já suspeitávamos desde o princípio, o logo azul da Nintendo Wi-Fi Connection está mais que confirmado na box de Winning Eleven: Pro Evolution Soccer 2008.
A IGN conclui, então, dizendo que a Konami conseguiu adequar a série de forma impressionante aos controles únicos do console da Nintendo. "Pro Evolution 2008 para o Wii parece ser o primeiro futebol realmente de nova geração da série".