[Review] Splinter Cell: Blacklist

Por: sergio sampa
Splinter Cell: Blacklist | 12/09/2013 17:43:43 1 / 0

"Conviction" mudou muito o estilo da série Splinter Cell, tendo um estilo "Jason Bourne", focado na ação e abandonando o modo clássico stealth.

Apesar de não agradar muito aos antigos fãs, Conviction agregou novos jogadores para a série. O que fazer então para agradar a gregos e troianos em Blacklist? Resposta: Unir os dois estilos no mesmo game.

Assim, Blacklist retoma a jogabilidade baseada em stealth, em que o protagonista Sam Fisher se utiliza das sombras para se esconder. Ao mesmo tempo, o jogador fica liberado para partir para cima do inimigo no momento que quiser.

Por conta disto, o game possui três formas em que ele pode ser jogado. Cada uma delas pode ser usada a hora que quiser durante as missões. E cada uma dá pontos diferenciados, que servem para adquirir novos equipamentos e armamentos para Fischer.

Se você passa a fase sem ser percebido, está no modo Ghost. Se você mata seus inimigos de forma silenciosa, está no modo Panther. E se você elimina os inimigos não se importando se eles sabem que você está ali, está no modo Assault.

Neste game, Sam Fisher recebe ordens diretas da Presidente dos Estados Unidos, estando no comando do 4th Echelon. Na pele do protagonista, você deve buscar saber quem está por trás do grupo da Blacklist, que pretende realizar ataques terroristas por todo o mundo.

Sam Fisher possui seu próprio avião, local onde você pode conversar com cada membro de sua equipe, comprar equipamentos e até mesmo usar seus pontos para melhorar o local, habilitando novos itens. Isso soa um pouco como as "vilas" da série Assassin's Creed.

O modo campanha é bem completo e cada missão tem características próprias, que não deixam o jogo cair na mesmice. Existem missões secundárias fora da história do game que servem para ganhar mais pontos e conseguir desbloquear a infinidade de itens que o jogo possui.

Você também pode melhorar seu equipamento. As opões de personalização são enormes, possibilitando deixar as habilidades de Sam Fisher mais de acordo com o seu estilo de jogo.

Há a opção de multiplayer cooperativo. Sam divide missões de campanha com seu parceiro Briggs, deixando a coisa muito mais divertida. No entanto, é preciso ainda mais cautela para não estragar as coisas.

O multiplayer melhorou muito em matéria de jogabilidade e personalização. O modo Spies vs. Mercs voltou, mostrando que a Ubisoft soube utilizar muito bem o que aprendeu até agora na série e em outras franquias. Enquanto os espiões utilizam seus gadgets para enfrentar os inimigos, os mercenários têm uma jogabilidade em primeira pessoa e possuem vasto armamento.

A dublagem brasileira está realmente boa. Algumas vozes são até famosas. Difícil é encontrar alguém que não tenha uma voz que combine. Já a dublagem em inglês não está tão boa quanto era nos jogos anteriores. O novo dublador de Sam Fisher, Eric Johnson, não passa emoção em suas frases, tirando um pouco da personalidade de Sam a que estávamos acostumados. Tenho medo que isso aconteça também com Solid Snake em Metal Gear Solid V, já que David Hayter não irá mais dublá-lo.

Os gráficos são bons. Não apresentam nada de muito impressionante, mesmo a versão de PC, rodando na melhor placa de vídeo existente. Mesmo assim, alguns ambientes eu achei muito bem feitos, com o início da segunda missão, em que Fisher começa num lago raso, na parte mais baixa de uma montanha.

Tirando Sam Fisher, os outros personagens não são tão bonitos, principalmente os inimigos que parecem vindo de um jogo da geração anterior.

No geral, é um game bem competente, com uma boa história, grandes segredos para serem revelados no final, um multiplayer bacana. Apenas seu visual não é tão deslumbrante, mas podemos esperar pelos novos jogos da série para a próxima geração!

NOTA: 8.0

BETA
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Felipe2345 em 14/09/2013 21:49
Ótimo review, Sérgio. Bom trabalho (as always ^_^).
Concordo com os visuais, tipo, os inimigos são feios e muito parecidos, não são como os genéricos do Conviction e anteriores e, além do mais, a tecnologia gráfica é a Unreal Engine 2 modificada pela Ubisoft (ou talvez a 2.5, não sei).
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Ficha técnica
Gênero:
Ação
Lançamento:
20/08/2013
Desenvolvedor:
Ubisoft Toronto
Distribuidor:
Ubisoft
Plataforma(s):
wiiuPCPS3360
No sétimo jogo da franquia. Sam Fisher volta ainda mais mortal, com seus equipamentos tecnológicos de volta e com novas habilidades para "matar em movimento".
8.0
n/d
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