Enviado por orbs em 28/01/2008 às 15:19 (7 meses atrás)
Categoria: Reviews > Xbox 360 > Blue Dragon
Uma vila chamada Talta sofre terríveis destruições desde os últimos 10 anos. Enquanto uma densa nuvem violeta cobre o céu, máquinas devastadoras brotam da terra - conhecidas pelos moradores como "Land Sharks" - e impera o caos na pacata vila. É nesse ponto então que você conhece o jovem destemido Shu, cuja coragem o faz enfrentar o Land Shark cara a cara a fim de restaurar a paz em Talta.
Para ajudá-lo, seus amigos Jiro e Kluke também entram na briga contra a máquina gigante. Mas nem tudo acontece como o planejado, e os três jovens embarcam em uma inesperada aventura cheia de perigo e muito longe de casa, uma aventura em que o destino os faz encontrar esferas místicas que despertam em suas sombras poderosos seres que os ajudarão em todos os combates daqui para a frente.
Bem-vindo a Blue Dragon. Aquela é a CG inicial, mas meramente a primeira de centenas outras que assistirá no game. Sério, pode ser que você nunca tenha jogado outro RPG com tantas cutscenes e CGs fragmentadas em pequenas porém constantes porções. E melhor: a história é toda falada, com áudio em inglês ou japonês e legenda no mesmo padrão.
Se a qualidade Final Fantasy está presente nos vídeos, não é tanto assim no caso do enredo e animações das magias nas batalhas. Não que estes dois elementos sejam ruins, considere-os como regulares. Além do mais, o principal problema do jogo é a possibilidade de as batalhas ficarem tediosas com o tempo.
Os personagens cativam pelo excelente trabalho visual - mérito de Akira Toriyama, criador de Dragon Ball, que trabalhou no design de Blue Dragon. Se você é um fã de anime se identificará logo de cara com o game - e nada é mais valioso em um RPG em matéria de imersão do que personagens carismáticos em que os jogadores se vêem neles.
A sombra do protagonista Goku... digo, Shu... se transforma em um Dragão de dois chifres, o cuidadoso Jiro tem como parceiro a sombra de um Minotauro e a gentil Kluke de uma legendária Fênix. No decorrer do jogo, outros personagens se juntam a você, como a mercenária enigmática Zola, cuja sombra é a de um Morcego Assassino.
Esses "guardiões" dos heróis possuem ataques de magias como Gelo, Fogo e Água e ataques normais que não consomem MP. Apesar de ser um RPG simplista, BD também conta com diferentes classes que rendem novas skills para sua sombra - Mestre Espadachim; Magia Negra; Magia Branca; Magia de Auxílio; Magia de Barreira; Assassino; Monge; Guardião; Generalista. Você pode trocar de classe rapidamente acessando os menus e evoluí-las de forma independente do level do seu personagem. A opção do menu de salvar a partida só fica disponível ao encontrar um cubo azul brilhante ou quando estiver andando na área do mapa.
As batalhas lembram muito Breath of Fire V: Dragon Quarter para o PlayStation 2. Os inimigos caminham de forma visível no cenário do jogo e, ao encostar em um deles, você entra no supertradicional modo de batalhas por turno (com menuzinho de ataque, magia, item, defesa, fuga etc.). Antes de entrar na batalha, porém, você pode ativar um campo em formato de círculo que determina o perímetro de combate e assim chamar vários monstrinhos para a briga de uma vez só.
Blue Dragon tem muitos detalhes enriquecedores e que merecem ser levados em consideração. A câmera - apesar de um pouco "dura" - é controlada livremente com o analógico direito do controle e pode-se aproximá-la ao máximo do rosto do personagem sem perder absolutamente nada de definição, quando necessário fazendo uso de efeitos de blur na medida certa.
É simplesmente magnífico como o jogo é redondo e clean. Durante um diálogo, o ícone do rosto dos personagens aparece em destaque na tela, mas o grande lance é que você pode continuar controlando a câmera e focalizar a cena no ângulo e grau de aproximação que desejar - algo para os próximos RPGs seguirem o exemplo.
Caso acerte um inimigo por trás, o modo de batalhas por turno se inicia com seu adversário virado de costas, o que lhe dá uma boa vantagem inicial. Alguns monstros também têm pontos fracos, por exemplo, em um determinado momento você enfrentará um boss e, se estiver atento, perceberá que pode mover o cursor para que a magia previamente selecionada acerte o chifre dele ao invés de o corpo inteiro e assim derrotá-lo mais facilmente.
Outro detalhe legal, ainda falando dos monstros que você enfrentará à exaustão para fortalecer sua equipe, é que algumas espécies entram em conflito com outras. Por exemplo, se o jogador entrar em uma batalha contra quatro minhocas gigantes e um inseto carnívoro, ao invés de atacar seu grupo, o inseto apenas se preocupará em devorar uma dessas minhocas a cada turno.
Quanto aos itens, estão todos lá (medicina, potions, antídotos, phoenix down, etc., etc., etc.). O mesmo vale para os equipamentos que melhoram um ou mais atributos do personagem. Há também as lojinhas de compra e venda de itens, muitos habitantes para se conversar (apenas diálogos relativamente curtos sem opções de respostas), musiquinhas repetitivas que ficam na mente... E por aí vai. BD é um RPG tradicionalista ao extremo e um prato cheio para os apreciadores do gênero. As músicas, aliás, são do produtor de Chrono Trigger e FFVIII, mas só ficam realmente empolgantes em batalhas contra chefões.
3 DVDs, focagem no enredo e não em sidequests, visual e cenários coloridos e atraentes e mais de 50 horas esperam por você em Blue Dragon, o primeiro RPG da Mistwalker/Microsoft para o Xbox 360. Altamente recomendado para aqueles que curtem o ritmo memorável de batalhas por turno.
Enviado por williamramza, 6 meses atrás (18/02/2008).
Apesar de estar apenas começando a Mistwalker já lança um belo RPG com belas parcerias, apesar de um probleminha aqui outro alí, nada demais. Nem a Square começou no mundo dos jogos com RPG desse náipe.
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