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gameLib » Xbox 360 » Crackdown » Reviews

Crackdown



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Crackdown : Reviews :: Os criminosos que se cuidem

  Informações » Visitas: 145 | Comentários: 0 | Votos: 0 | Enviado 10 meses atrás

Os criminosos que se cuidem
Enviado por leandro em 17/10/2007 às 15:51 (10 meses atrás)

Categoria: Reviews > Xbox 360 > Crackdown
A violência sobrenatural de David Jones

Os adoradores da série Grand Theft Auto (GTA) e seus críticos ferozes têm mais um motivo para enlouquecer com as idéias do criador David Jones: Crackdown, título de ação e tiro da Microsoft Game Studios e Realtime Worlds, exclusivo do console Xbox 360, que recebeu o selo "M" (Mature) da organização norte-americana ESRB (Entertainment Software Rating Board) e foi alvo de censura na Alemanha. Muito além da mera violência, Crackdown propõe uma experiência inovadora em termos de "jogabilidade", já que, influenciado pelo clima futurista, convida os usuários a manipular comandos como saltar, escalar e pilotar. Protagonizado por um agente sobrenatural da organização secreta "The Agency", o título é ambientado na violentíssima "Pacific City", cidade ocupada e comandada pelo crime organizado.

No melhor estilo "sandbox" (termo usado para definir games baseados na livre e intensa exploração dos cenários), Crackdown apresenta diversos elementos inspirados nas histórias em quadrinhos, como por exemplo o visual cel-shading norte-americano, os personagens estereotipados e a ação ininterrupta. Basicamente, a história do game é fundamentada na guerra entre o protagonista (elevado à categoria de super-herói) e as facções "Los Muertos" (latinos), "Volk" (russos) e "Shai-Gen" (chineses), cada grupo controlando uma ilha na cidade.

Fórmulas mirabolantes à parte, o agente sobrenatural inicia sua carreira de forma humilde, medíocre, com apenas alguns pequenos poderes, poucas armas e habilidades comuns. Acontece que David Jones, com seu toque de mestre, elevou Crackdown ao estado de êxtase. Para se ter uma idéia, o personagem principal é um ser beneficiado pelas conquistas no ramo da genética e da clonagem. Isso significa que a polícia encontrou o soldado perfeito e que a solução para os crimes em Pacific City depende de um homem cuja força vale por um exército. Para quem gosta de evoluir personagens, assim como nos RPGs, Crackdown oferece diversos graus de habilidades e tipos de itens que podem ser adquiridos ao longo das partidas.

A grande sacada do título, motor da diversão, é a liberdade para explorar à vontade os imensos cenários, construídos com uma profundidade de campo de dar inveja. Como existem muitos itens para coletar ao longo das ruas, a boa definição dos ambientes é crucial. Não fosse pelo bom planejamento dos mapas, seria praticamente impossível visualizar algum objeto perdido no meio da confusão. Apesar de as missões fornecerem diretrizes bem definidas, é interessante destinar parte da atenção aos "orbs", objetos coloridos que aprimoram as habilidades do agente e que, quando capturados com competência, revelam-se mais valiosos do que qualquer arma de fogo.

Os efeitos visuais, perceptíveis na transição entre o dia e a noite, nas texturas, nas explosões, nos tiros e objetos, alcançam o clímax quando o protagonista conclui a maior parte das etapas de evolução e transforma-se no verdadeiro agente sobrenatural, capaz de chutar carros, caminhões, destruir grupos inteiros de inimigos, disparar armas de fogo devastadoras e ignorar quedas, barreiras e distâncias. Em termos sonoros, a dublagem dos indivíduos enquadra-se perfeitamente no campo das histórias em quadrinhos e a variedade de canções enriquece o humor dos desenhos. No decorrer de mais de 10 horas de jogo, a diversão só termina quando Pacific City mostra-se muito pequena para o incrível policial.


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