Antes
de começar, é bom fechar os olhos, esquecer um pouco da capa de Dead or
Alive Xtreme 2 e refletir: Alguém consegue se lembrar do primeiro Dead
or Alive? Um jogo de luta (de luta...) produzido pela Tecmo, com a
história e os personagens criados pelo renomado designer Tomonobu
Itagaki, que começou sua carreira nas plataformas Arcade, Sega Saturn e
PlayStation e que cedo ou tarde iria apelar para a sensualidade das
lutadoras tridimensionais? Dead or Alive? Sim... Dead or Alive!
Pois
é... Ele (o primeiro) existiu, de fato. E evoluiu, evoluiu e evoluiu...
Até assustar aqueles que estavam apenas acostumados com o decote da
inesquecível Chun Li (a sempre Chun Li), de Street Fighter.
Depois
de Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball, surgido em 2003, os socos e
chutes nunca mais seriam os mesmos. Os movimentos que anos atrás
começaram timidamente ousados em Dead or Alive, com segundas intenções
a declarar, balouçando cabelos, peças de vestuário e outras "cousas" a
mais de um lado para o outro, assumiram a posição de destaque em Dead
or Alive Xtreme 2. Turbinado com gráficos ao estilo de Dead or Alive 4,
o game coloca em cena, na paradisíaca ilha de Zack Island, a maioria
das lutadoras presentes no quarto game da série. A única adição desde
Xtreme Beach Volleyball é Kokoro, uma jovem gueixa em treinamento.
Iniciar
o jogo é bem simples. Primeiro passo: Escolhe-se a garota
(protagonista). Feito isso, basta ouvir com atenção (ou nem...) as
instruções do guia e selecionar as ações no menu da tela. Os cenários
são amplos, portanto, o jogador escolhe para onde quer ir e que
atividades deseja realizar. Tudo é muito paradisíaco e ensolarado, mas,
quando a noite chega, a personagem deve descansar em um dos três
luxuosos hotéis disponíveis na ilha.
Dentro
desses edifícios suntuosos é possível desempenhar diversas outras
tarefas. Jogar em cassinos e dormir, dormir e jogar em cassinos,
simplesmente jogar em cassinos ou simplesmente dormir...! É verdade...
Às vezes, a vida em Zack Island pode parecer muito monótona. No
entanto, motivos para seguir adiante não faltam. Primeiro: Há uma série
de itens que podem ser colecionados, incluindo os trajes de banho das
lutadoras, desenhados para agradar aos mais assanhados e chocar os
marinheiros de primeira viagem (o único porém é que alguns modelos já
são muito manjados); Segundo: É possível cultivar o bom convívio social
entre as colegas de quarto, habilidade fundamental para conquistar
novas amizades e liberar novos segredos; E terceiro: Liberdade para
curtir alguns desafios excêntricos em relação aos jogos de luta, como
cabo-de-guerra, competição sobre bóias, corrida de jet-ski e vôlei.
Em
Dead or Alive Xtreme 2 a dificuldade não é empecilho. Todo objetivo,
por mais simples que seja, visa expor as garotas diante dos jogadores.
Nesse sentido, a simulação da física foi muito bem utilizada no
movimento das personagens, já que qualquer reação, por mais sutil que
seja, é capaz de revelar a saúde dos volumosos corpos femininos. Sendo
assim, com tanta beleza, para que pôquer, caça-níqueis e roletas nos
cassinos? Ora, justamente para oferecer um pouco mais de inteligência
artificial nesse mundo extremamente plástico, repleto de comandos de
controle simplificados que subestimam a habilidade dos fãs de jogos de
luta. Infelizmente, essas pequenas distrações não são capazes de
prender a atenção dos usuários por muito tempo.
Para
encarar Dead or Alive Xtreme 2 e continuar de bem com a vida, basta
abandonar o senso crítico por alguns instantes e deixar o clima
paradisíaco da ilha tomar conta da tela. Já que a trilha sonora não é
tão atraente quanto as lutadoras (salvo algumas canções de Hilary Duff,
Baha Men, B. Witched, Diana King, Big Mountain e Bob Marley), é melhor
personalizar a lista de músicas antes de começar a jogar, afinal, sob
sol intenso e ao lado de musas digitais, ninguém vai querer se entediar
em plena Zack Island.
AHahah, bem lembrado....... esse review veio do site antigo! Vou atualizar com um bando de imagens!! hehehe, o problema é que ai ninguém vai ler o texto!!
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