Review de "Brink"

Por: lucaslll
Brink | 11/05/2011 11:28:01 3 / 0

Os FPSs como “Call of Duty” trazem cada vez mais adeptos à matança on-line e todos querem um pouco desse público.

A Bethesda, responsável por jogos como “Fallout 3” e “Elder Scrolls”, entra para valer na disputa dos FPSs com “Brink”, um jogo focado totalmente no multiplayer on-line e que traz algumas novidades para tentar roubar alguns jogadores dos gigantes do gênero.

Por que jogar “Brink”?

Para se diferenciar dos outros milhões de FPSs que existem por aí, “Brink” aposta na customização, chegando a números absurdos. Começando no básico, 4.500 armas podem ser criadas, os diálogos contam com 26.000 frases e as músicas somam 60 minutos. Se isso ainda não te surpreendeu não tem problema, porque todos esses números realmente parecem pequenos quando o estúdio afirma que existem ao todo 102.247.681.536.000.000 personagens. O número é tão grande que é difícil de falar, suspeito que sejam 102 quatrilhões.

Mas não só de números vive “Brink”, o jogo incorpora também elementos de Parkour como em “Mirror's Edge” e centra todas as suas batalhas nas diferentes classes. Talvez este seja o grande mérito do jogo, ele não inventa nada, mas consegue dar uma abordagem diferente a elementos que outros criaram.

Gameplay:

Dizer que “Brink” traz o estilo run-and-gun de “Metal Slug” e “Contra” para os FPSs modernos talvez seja um pouco de exagero, mas essa foi minha primeira sensação ao jogar “Brink”. Com um combate mais frenético do que estratégico, o jogo aposta no sistema de classes para se tornar interessante e, felizmente, isso funciona.

O combate é baseado em objetivos e estes dependem das classes. Existem quatro classes para escolher - o Soldado destrutivo, a “Operative” furtiva, o produtivo Engenheiro e a típica classe de cura, o Médico. Até aqui tudo muito básico, uma classe soldado, uma furtiva do tipo “rougue”, um engenheiro para colocar minas e uma classe que cura.

Felizmente a função das classes é maior, pois cada classe tem seu próprio conjunto de habilidades. Por exemplo, o engenheiro pode ganhar metralhadoras que podem ser colocadas como armadilhas, enquanto o médico tem acesso a diferentes tipos de itens que podem aumentar a velocidade ou dar invencibilidade temporária.

Essas diferentes funções são tão bem exploradas neste game que se você escolher um engenheiro, poderá jogar todo o game como se fosse um “tower defence”, apenas colocando metralhadoras e armadilhas.

Campanha:

Usar o nome de “campanha” para o modo singleplayer de “Brink” chega a ser um exagero, mas foi assim que os criadores chamaram, então vamos respeitar. A “campanha” parece apenas um monte de partidas multiplayer que podem ser jogadas off-line.

Na verdade, nem estas são feitas para se jogar sozinho, ou seja, sem medo de exageros, é possível dizer que, se você quer algo além de um multiplayer, “Brink” não é o jogo para você.

A ideia de campanhas que devem ser jogadas como multiplayer já teve seus pontos altos em jogos cooperativos como “Left 4 Dead”, mas esse não é o caso de "Brink". Aqui tudo parece quase uma obrigação burocrática, algo que só está lá porque mesmo um jogo que visa o multiplayer deve ter algo em termos de campanha.

História:

Bom, com uma campanha tão complexa você já deve estar imaginando que a história não é uma grande preocupação do jogo, mas mesmo assim ela existe.

Em um futuro pós-apocalíptico a população se mudou para uma cidade flutuante chamada Ark, arca em português. Infelizmente, essa cidade não era grande o suficiente e os conflitos se tornaram inevitáveis. Então, convenientemente, todos se dividiram entre as forças de segurança e resistência e, logo em seguida, começaram a se matar no melhor estilo FPS.

Gráficos:

O estilo cartunesco lembra muito “Borderlands”, até o visual das máscaras é muito semelhante. Esta estética cria uma atmosfera muito interessante para o jogo e, mesmo sem gráficos realistas para competir com os gigantes do gênero, ele não fica para trás visualmente. O ponto forte também no design são os personagens e seus 102.247.681.536.000.000 de customizações.

“Brink” sabe quais são seus pontos fortes e se concentra neles. Se você gosta do que ele tem a oferecer pode ser uma ótima pedida, mas com certeza não é um jogo para todos.

BETA
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JT14 em 28/12/2011 11:51
Bathesda sempre impressionando.
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MrGame em 12/05/2011 13:33
Bethesda é sinônimo de sucesso. Ou não.
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Gamer em 12/05/2011 00:41
sergio sampa disse:
O pessoal da Bethesda não tava de brinks!
Bug desgramado '-' Era pra quotar esse o lezo!
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Gamer em 12/05/2011 00:40
THE MASTER disse:
Concordo com o Renato.Vai ser um bom game
Hahahahahaha... xD Muito froid manologa! Esse jogo vai ser show eim!
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THE MASTER em 11/05/2011 23:01
Concordo com o Renato.Vai ser um bom game
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sergio sampa em 11/05/2011 17:20
O pessoal da Bethesda não tava de brinks!
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Renato12 em 11/05/2011 12:22
Parece Muito Bom Esse Game.
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Ficha técnica
Gênero:
FPS
Lançamento:
10/05/2011
Desenvolvedor:
Splash Damage
Distribuidor:
Bethesda Softworks
Plataforma(s):
PS3360PC
6.5
6.0
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